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Moradores de sete comunidades do Rio Amazonas participam de capacitação para manejo do Pirarucu

Moradores de sete comunidades do Rio Amazonas participam de capacitação para manejo do Pirarucu

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
02/08/2017 às 13h18 Atualizada em 02/08/2017 às 13h18
Moradores de sete comunidades do Rio Amazonas participam de capacitação para manejo do Pirarucu


Nas comunidades Santa Maria, Pixuna e Tapará Mirim, em Santarém, no Oeste do Pará, há pelo menos 15 anos, os moradores desenvolvem as atividades pesqueiras com o monitoramento e controle do recurso pesqueiro seguindo modelo de gestão consciente, pensando na conservação da espécie.

O cumprimento do acordo de pesca tem inspirado outras comunidades da várzea, como Tapará Grande, Costa do Tapará, Santana do Tapará e Boa Vista do Tapará, que devem participar do curso que tem por finalidade elaborar propostas para construção de um plano de manejo comunitário do pirarucu.

“A idéia é avaliar as experiências de manejo realizadas na região. Estimular e sensibilizar outras comunidades que vão estar presentes na oficina a adotarem processos de uso sustentável do recurso da pesca na região” – explicou o coordenador da Sociedade Para pesquisa e Proteção do Meio Ambiente (Sapopema) e organizador do curso, Antônio José Bentes.

Os comunitários estão mobilizados para ouvir dos pescadores que já desenvolvem o manejo as experiências que deram certo e o que não deram ao longo dos anos na atividade manejada da pesca.

Além de fortalecer a cadeia produtiva do pirarucu manejado, a capacitação vai possibilitar a avaliação para melhorar o processo realizado no Rio Amazonas, que é acompanhado pela Sapopema.

De acordo com levantamento, no ano passado [2016] foram contados 1.225 peixes em 5 lagos na comunidade Pixuna - região do Tapará que tem o maior registro da espécie na região devido a atividade conservação. Os moradores protegem os recursos naturais, com a utilização racional, garantindo a sustentabilidade e existência para as futuras gerações.

Porém, os comunitários enfrentam dificuldades com pouco retorno financeiro e furtos dos pirarucus nos lagos por parte de invasores.

Bentes ressalta ainda a importância de promover o encontro entre os moradores das sete comunidades: “Melhorar a qualidade de vida da comunidade que mora na região ribeirinha. Queremos discutir a produtividade e a rentabilidade da atividade de pesca no manejo do pirarucu para que os moradores obtenham maior produtividade, produzindo com mais qualidade e tendo maior retorno pra viver com dignidade nas suas regiões” – finaliza.

*É jornalista e assessora de comunicação do projeto Sapopema

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