Caça de pato selvagem tem ameaçado vida de ribeirinhos
Caça de pato selvagem tem ameaçado vida de ribeirinhos
Por: Redação / Web Amazônia
22/04/2018 às 21h55
Com tiros, invasores ainda não identificados tem amedrontado moradores da região de Urucurituba durante as madrugadas. Segundo relatos de comunitários, são efetuados muitos de disparos
Os registros da caça ao pato-do-mato ou silvestre cientificamente chamado de cairina moschata, começaram este ano na região. A perseguição à ave de grande valor comercial é proibida assim como alimentar a espécie.
Apesar de proibidas, as caças tem se intensificado nos últimos meses, durante a madrugada. Além do barulho que incomoda o descanso dos moradores, há o risco de baleamento na região.
Segundo a pesquisadora da Sapopema, Wandicleia Lopes, os moradores estão organizados na tentativa de identificar quem são os caçadores para denunciar aos órgãos competentes, porque "isso prejudica o equilíbrio do ecossistema e coloca em risco a vida dos pescadores" - destaca.
Na última reunião realizada na comunidade Piracauera de Cima - Região do Urucurituba, entre os comunitários Semma, Instituto de Pesquisa da Amazônia/Baixo Amazonas (Ipam/BAM), Colônia de Pescadores de Pescadores Z-20, Sapopema e Ufopa, os moradores pediram apoio à secretaria Municipal de Meio Ambiente para fiscalizar a comunidade que sofre constantes invasores - que não se restringem a caça aos patos, mas também a pesca predatória.
Outra preocupação tem sido quando a criação de bufalos na região, que danifica o anigais e lagos da região.
Sobre a espécie O pato selvagem ou pato-do-mato, tem aproximadamente 85 centímetros de comprimento e chega a 1,20 metro de envergadura. O macho pesa uma média de dois quilos e a fêmea, um quilo. O corpo é praticamente todo preto. Só é possível ver a cor branca com as asas abertas e o vermelho aparece ao redor dos olhos. O pato selvagem não gosta de ninguém por perto.
Essa espécie que vive hoje sob a proteção da lei já foi domesticada segundo relatos de padres jesuítas por índios brasileiros que criavam patos selvagens.
Fonte: Ascom/Sapopema/Samela Bonfim
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.