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Transformação em notas musicais

Transformação em notas musicais

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
23/08/2019 às 18h45 Atualizada em 23/08/2019 às 18h45
Transformação em notas musicais

O projeto trouxe para Porto Trombetas dez dos 40 músicos profissionais da orquestra. Carlos Eduardo Prazeres, fundador e diretor do Maré da Amanhã, relata que o grupo está encantado com a oportunidade. “É primeira vez que estão em plena floresta amazônica levando música clássica. Isso está sendo gostoso e mágico. Quando souberam que iam visitar comunidades quilombolas ficaram emocionados. Um dos nossos músicos comentou: quem diria que um dia eu estaria na Amazônia para fazer uma apresentação musical. A aventura começou pela viagem de barco pelo rio Tapajós até o rio Trombetas, que são lindos”, conta.
As apresentações do Maré do Amanhã ocorrem também neste sábado na Noite Cultural dos 40 anos da MRN, que será realizada no estacionamento do Centro Comunitário de Porto Trombetas, com mais três apresentações previstas nos municípios de Oriximiná, na Praça da Igreja da Matriz às 9 horas da manhã, e Óbidos, na Praça de Cultura às 20h30 no domingo (25) e em Santarém, na segunda (26), na orla da cidade, às 20h. O evento também terá a participação de atrações musicais das comunidades, como Grupo de Dança Parauara, Banda de Música de Terra Santa, Quadrilha Morumbi, Banda de Música de Faro e Banda Pará Pariu.
Integração local e multiplicação de sonhos
Para Creusarina da Conceição, gestora da escola Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, na comunidade Moura, vizinha da MRN, trocar experiências entre os membros da orquestra e os jovens da escola foi um momento especial: “É uma honra poder receber a Orquestra da Maré na nossa comunidade e ver essa parceria que a MRN tem com as comunidades, mostrar nosso trabalho desenvolvido na escola e ter essa troca de conhecimento”, diz.
O sonho de fazer um projeto voltado para musicalização de crianças residentes nas comunidades do Complexo da Maré nasceu em 2010, com 24 adolescentes, que se tornariam no futuro multiplicadores, ensinando outros a tocar instrumentos, como violino, viola, violoncelo, flauta, contrabaixo e oboé. “Eles fizeram curso de música, com o método Suzuki, que utiliza a educação musical para enriquecer e melhorar a vida de estudantes. Depois disso, começamos a multiplicar, entrando nas pré-escolas da Maré. O grupo já tocou nos principais teatros do país e também no Vaticano, fazendo apresentação para o Papa Francisco”, comemora.

Para ele, a música tem o poder de transformar e a prova disso é o Maré do Amanhã. “Claro que nem todos vão se tornar músicos, mas nosso objetivo é fazer com que a música abra a mente para que crianças e adolescentes possam enxergar novos horizontes. Só pela educação e pela cultura é que se tem transformação. Eu estou vivenciando e vendo essa mudança na Maré”, declara.

Fonte: Temple Comunicação
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