Mineração Rio do Norte muda turno de trabalho e revolta funcionários em
Mineração Rio do Norte muda turno de trabalho e revolta funcionários em
Por: Redação / Web Amazônia
12/12/2019 às 18h42Atualizada em 12/12/2019 às 18h42
Os três novos turnos Serão três turnos. A primeira turma cumpre o turno de 7h às 15h; a segunda turma entra às 15h e larga às 23h; e a última equipe entra às 23h e sai às 7h. A nova escala de trabalho anunciada pela MRN para 2020 ficará: 6×1 e 5×2 6×1: os operários trabalharão de segunda a sábado e folga no domingo.
Nessa escala ficariam os funcionários que moram em Terra Santa, Faro, Oriximiná e Óbidos.
Escala 5×2: os funcionários trabalharão de segunda a sexta e folga no sábado e domingo. Essa escala é apenas para quem mora em Santarém.
Um funcionário que pediu para não ter o nome citado informou que essa escala se será um regime de escravidão, uma vez que não sobrará praticamente nenhum dia de folga.
“Será uma escala de turno fixo”, alertou o interlocutor. Ele reforçou ainda que pelo que a lei permite trabalho aos sábados, porém apenas para completar as quatro horas que sobram na sua jornada de semanal.
“A empresa impôs essa escala para o ano que vem sem fazer acordo coletivo. Essa escala é uma crueldade, pois a 90% dos operadores moram em outras cidades e precisamos nos deslocar por mais de 2h de viagem. Apenas um dia de folga é insuficiente”, criticou.
Em seu informativo, o STIMFOPA informa que na manhã da última terça-feira (10), a direção da MRN confirmou ao sindicato a disposição da empresa de implementar o turno fixo a partir de janeiro.
“Certamente, a MRN está preocupada com o clima interno deteriorado por esta tentativa de prejudicar o direito dos trabalhadores, que não aceitam a perda dos adicionais de turno e de qualquer alteração sem uma ampla discussão, que pudesse até mesmo ser ajustada. Mas, autoritariamente, impondo uma medida ilegal, a empresa não conseguirá alcançar seu objetivo”, adverte.
Ainda segundo o informe sindical, nas próximas semanas a empresa vai consultar os trabalhadores sobre as medidas. O sindicato, após essas consultas, vai convocar os trabalhadores para decidirem se aceitam ou não em assembleia geral.
Greve não está descartada O STIMFOPA reforça que as mudanças de escalas e jornada de trabalho só podem ocorrer mediante um acordo coletivo de trabalho. No entanto, ainda que esse acordo ocorra, a categoria já se manifesta contrária a mudança de turno, pois entende que é altamente prejudicial aos trabalhadores.
O sindicato também informou que vai ingressar imediatamente com a ação e denúncias no Ministério Público do Trabalho (MPT) e demais instâncias de defesa do direito dos trabalhadores.
Também não descarta um possível movimento grevista caso essa proposta seja sustentada pela MRN. Por fim, convida seus associados e todos os trabalhadores a denunciarem qualquer forma de pressão ou assédio que eventualmente venham ser exercidos contra qualquer trabalhador.
A direção do sindicato lembra ainda que historicamente, quaisquer jornadas sempre foram objetos de negociações entre a empresa e a entidade sindical, respeitando a lei e o direito de os trabalhadores se manifestarem.
Contraponto À reportagem, a assessoria da MRN disse que ”sempre mantém diálogo com o sindicato da categoria dos empregados” e ”por diversos momentos nos últimos anos já discutiu assuntos relacionados à jornada de trabalho e outros temas”.
”Existe um acordo coletivo de jornada de trabalho vigente, o qual expira em 31/12/2019, e que já prestou esclarecimentos ao Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Extrativas de Minerais Não ferrosos do Oeste do Pará sobre os motivos da alteração do turno”.
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