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Organizações internacionais visitam Juruti

Organizações internacionais visitam Juruti

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
09/03/2020 às 14h20 Atualizada em 09/03/2020 às 14h20
Organizações internacionais visitam Juruti

Nos diversos diálogos desta semana estiveram na pauta a proposta de como fortalecer e estabelecer uma agenda de aliança pelo desenvolvimento sustentável no território amazônico.

O CIAT trabalha em colaboração com parceiros para ajudar os países em desenvolvimento a tornar a agricultura mais competitiva, lucrativa e resistente através de uma gestão mais inteligente e sustentável dos recursos naturais. Ajudando os gestores políticos, cientistas e agricultores a responder a alguns dos desafios, incluindo a insegurança alimentar e a desnutrição, as alterações climáticas e a degradação ambiental. Sua pesquisa contribui para vários dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. Denyse Mello, CIAT - Coordenadora da implementação da PPA (Plataforma Parceiros pela Amazônia) junto com USAID, fala sobre as experiencias vistas em Juruti nesta semana, um local onde diferentes atores estão trabalhando para o desenvolvimento sustentável do município, como empresas, universidade, ongs e institutos, de forma única, não encontrada em outras regiões da Amazônia “São tecnologias inovadoras, que estão sendo implementadas nas atividades rurais. O interesse de levar a produção dos agricultores fornecendo para o mercado local, isso é super interessante”. Denyse ainda fala que isso é desenvolvimento sustentável “Desenvolvimento sustentável não é algo de fora para dentro, vocês estão mostrando que é feito de dentro pra mostrar para fora. Na visão do CIAT, isso é uma oportunidade de estabelecer parcerias para que a gente entenda mais esse processo, porque nossa instituição além de fazer pesquisa, ela sistematiza, identifica as lições aprendidas para que possam ser replicadas em outros locais”.

Potencializar o território através de parcerias, buscar soluções junto com os diversos setores locais como forma de transformação esta é a forma como a USAID trabalha. Considerando a conservação da floresta e da biodiversidade amazônica, e o bem-estar das comunidades. Para Patricia Benthien, Especialista em Gerenciamento de Projetos da USAID-Brasil, Juruti tem um modelo que já está dando certo “Ver o excelente trabalho que está sendo desenvolvido em prol do desenvolvimento sustentável, da conservação da biodiversidade e da melhoria da condição de vida da população local”. Patricia ainda fala de uma possível parceria com o IJUS. “Estamos em um co-desenho e estruturação de uma possível parceria futura. A gente vê com bons olhos o trabalho que está sendo desenvolvido aqui pelo IJUS. Foi interessante pois podemos conversar com o poder público, e entendemos que existe uma receptividade e um diálogo muito aberto, franco, e transparente com possibilidades de resultar em ações estratégicas pra região”.

Teoria da Mudança – Próximos passos
Uma reflexão mais profunda foi iniciada. Chegarmos em uma “formula”, avançar com métricas aprimoradas de eficiência, gestão total das ações, o pensamento na “Teoria da Mudança” faz total sentindo entendendo o momento em que Juruti está. Há maturidade no ambiente, projetos executados, as pessoas envolvidas entendem, ou seja, “vivem” o que é possível atingir com posturas sustentáveis. Neste prisma, alguns passos irão seguir para criar planejamentos estratégicos com base em análises criteriosas dos resultados e, a partir daí traçar planos macros e concretos, com um “passo a passo” a seguir.

Ajudando a desenhar esse modelo personalizado, está sendo estudando a vinda de uma consultoria para construir algo novo, visando não um ponto de chegada, mas uma sustentabilidade de Juruti e região para muito além de dez, vinte, trinta anos.

“Sempre agimos com base em dados e análises de nosso território. Agora chegou o momento de um avançar de forma mais concreta”. Afirmou Idaliana Albuquerque, Presidente do IJUS. Idaliana ainda pontuou a importância para o instituto desta aproximação de organizações com forte experiência em métricas. “Melhorar nossa atuação porque temos respeito pelos povos amazônicos, e a esse solo, assim escolhemos e também buscamos atrair parceiros que buscam esse mesmo ideal. Já trabalharmos com mais de oito parcerias, são instituições, fundações, centros de pesquisas, universidades, mas, temos humildade e precisamos nos aprimorar ainda mais”, enfatizou Idaliana.

Fonte: Divulgação I IJUS
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