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Lázaro Barbosa é morto em confronto com a polícia em Goiás

Lázaro Barbosa é morto em confronto com a polícia em Goiás

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
28/06/2021 às 10h29 Atualizada em 28/06/2021 às 10h53
 Lázaro Barbosa é morto em confronto com a polícia em Goiás

 

Lázaro Barbosa morreu após troca de tiros com a polícia de Goiás

Chegou ao fim a caçada ao serial killer Lázaro Barbosa,32 anos. O criminoso, suspeito de matar uma família no Distrito Federal ebalear outras cinco pessoas numa série de assaltos em chácaras na capital dopaís e em Goiás, morreu após trocar tiros com a polícia na manhã destasegunda-feira (28).

 As buscas pelo maníaco já durava 20 dias. Nesse período, Lázaroinvadiu várias propriedades rurais fez reféns, roubou alimentos e impôs terrorcom violência e ameaças.

Pessoas ligadas a Lázaro chegaram a fazer contato com umadvogado criminalista para negociar sua rendição. O foragido planejava seentregar à polícia de uma forma que garantisse a sua integridade física.

 Telefones de familiares, amigos e um aparelho que Lázarocarregava pela mata durante a fuga cinematográfica foram grampeados e monitoradospelas equipes de investigação. As informações facilitaram a prisão do maníaco.

 "Como eu disse, era questão de tempo até que a nossapolícia, a mais preparada do País, capturasse o assassino Lázaro Barbosa.Parabéns para as nossas forças de segurança. Vocês são motivo de muito orgulhopara a nossa gente! Goiás não é Disneylândia de bandido", disse ogovernador Ronaldo Caiado em uma rede social.

 As buscas começaram no dia 9 de junho, após o crime noDF. Na fuga, Lázaro roubou um carro e foi para a cidade de Cocalzinho de Goiás,a 80 km de distância. Desde então, foi perseguido pela força-tarefa policialpelas matas da região (leia detalhes mais abaixo).

 Drones, helicópteros, rádios comunicadores e até umcaminhão com uma plataforma de observação elevada de videomonitoramentoajudaram nas operações.

 Cães farejadores também atuaram na caçada a Lázaro. Acadela Cristal, que ajudou nas buscas em Brumadinho (MG), estava entre eles. Umdos animais, o pastor alemão Sauke, se machucou em uma pedra dentro de um rio.Um vídeo mostrou o momento em que o cão foi carregado nas costas por um militar(veja mais abaixo).

 Durante a perseguição, Lázaro invadiu ao menos 11fazendas, trocou tiros e baleou moradores, dois policiais militares e umoficial da Força Aérea Brasileira (FAB), segundo informações da força-tarefa.

 Ele também fez uma família refém em uma das fazendas - ocasal e uma adolescente de 16 anos. Durante o sequestro, o criminoso exigiu quetodos andassem em um córrego para não deixar rastros. Imagens registraram omomento em que a polícia encontrou a família (veja no vídeo acima).

 Durante as buscas, os policiais encontraram ainda umcarro queimado e alguns objetos, como um lençol usado e um serrote. Todos ositens seguiram para a perícia.

 Há 14 anos Lázaro acumula passagens policiais, crimes efugas de presídios, a começar pela cidade em que nasceu na Bahia, Barra dosMendes, onde é acusado de um duplo homicídio em 2007.

 À época, segundo a Polícia Civil baiana, Lázaro ficounove dias escondido numa mata e decidiu se entregar porque estava ferido. Elefugiu dez dias depois.

 Em 2011, Lázaro foi preso e condenado por roubo e estuprono DF. O crime foi cometido em 2009 por ele e um irmão, que morreu dois anosdepois. Lázaro ficou na Penitenciária da Papuda (CPP), em Brasília. Ele chegoua fazer cursos de “empatia, sexualidade e para se colocar no lugar dasvítimas”.

 Condenado por roubo, estupro e porte ilegal de arma defogo no DF, ele saiu em 2016 no indulto de Páscoa e não voltou mais.

 Lázaro chegou a ser detido novamente em 2018, em ÁguasLindas de Goiás, mas fugiu do presídio por um buraco no teto da cela, com maisquatro detentos. Ele foi o único do grupo a não ser recapturado.

 Desde então, Lázaro é suspeito de assaltar chácaras emcidades goianas do Entorno e no Distrito Federal. Em Cocalzinho de Goiás, ele éinvestigado por matar um caseiro no fim de maio. Quatro dias depois, foiacusado de matar a família Vidal, em Ceilândia.

 Veja o histórico de prisões e fugas:

 2007: Lázaro Barbosa foi preso em Barra dos Mendes, naBahia, acusado de matar duas pessoas. Secretaria de Segurança Pública da Bahiadiz que ele fugiu cerca de 10 dias após a prisão e é considerado foragido desdeentão;

2009: Lázaro foi preso Corumbá de Goiás, suspeito de roubo,estupro e porte ilegal de arma de fogo;

2013: Laudo psicológico feito na cadeia no DF descreveLázaro como “psicopata imprevisível”, com comportamento agressivo, impulsivo,instabilidade emocional e falta de controle e equilíbrio;

14 de março de 2014: Prisão de Lázaro foi convertida pararegime semiaberto;

28 de março de 2016: Lázaro fugiu da cadeia naPenitenciária da Papuda, em Brasíia, após um "saidão" de Páscoa;

8 março de 2018: Lázaro Barbosa foi preso em Águas Lindasde Goiás por mandados de prisão por homicídio qualificado, porte ilegal de armade fogo, roubo e estupro;

23 de julho de 2018: Lázaro fugiu da cadeia em ÁguasLindas de Goiás;

8 de abril de 2020: Ele foi indiciado pelos crimes deroubo mediante restrição da liberdade das vítimas e emprego de arma branca epor tentativa de latrocínio, por suspeita de invadir uma chácara em SantoAntônio do Descoberto, Goiás. Na época ele golpeou um idoso com um machado;

26 de abril de 2021: Lázaro invadiu uma casa no SolNascente (DF), quando trancou pai e filho no quarto e levou a mulher para ummatagal e a estuprou;

17 de maio de 2021: Segundo a polícia, ele fez umafamília refém na mesma região, ameaçando os moradores com faca e arma de fogo.Nesse crime, ele mandou as pessoas ficarem nuas;

5 de junho: Polícia Civil investiga a morte de um caseiroem uma fazenda no distrito de Girassol, em Cocalzinho de Goiás quatro diasantes da chacina em Ceilândia;

9 de junho de 2021: Lázaro é suspeito de invadir umachácara no Incra 9, em Ceilândia (DF), onde teria matado a tiros e a facadas umcasal e dois filhos. Ele também praticou roubos na no local após o crime. Eleteria rendido o caseiro, o dono da propriedade e a filha dele.

 Com informações do G1

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