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Familiares de presos protestam contra maus-tratos na penitenciária de Santarém

Detentos estão sem direito às visitas, banho de sol, itens de básicos de higiene nas celas e sem alimentação, dizem familiares. Manifestantes aguardam reunião com o Ministério Público.

Marcos Santos
Por: Marcos Santos
04/02/2022 às 10h18 Atualizada em 04/02/2022 às 10h51
Familiares de presos protestam contra maus-tratos na penitenciária de Santarém
Familiares de presos em manifestação contra maus-tratos na penitenciária de Santarém

Na manhã de quinta-feira (03), familiares de presos do sistema penitenciário de Santarém, oeste do Pará, fizeram uma manifestação para denunciar maus-tratos, tortura psicológica, falta de higiene negligência médica e alimentação no sistema prisional. Manifestantes pediram melhorias no tratamento dos internos. O protesto teve início em frente ao Ministério Público (MP) e a passeata seguiu para o Fórum. A manifestação foi realizada em nível nacional.

De acordo com uma das representantes A Associação dos Amigos e Familiares dos Detentos do Oeste do Pará (AAFADOPA), Jane Sílva,  um documento com a pauta de reivindicações foi entregue ao MP durante a reunião com a AAFADOPA. Os penitenciários estão sem assistência médica e higiene básica no local.

“Suspenderam as visitas, os egressos estão sendo punidos com alimentação insuficiente , estão sem banho de sol, eles sofrem torturas psicológicas, são obrigados a capinar o mato com as próprias mãos, alguns detentos estão com várias doenças, feridas, fungos na pele. Eles não estão recebendo a medicação, alguns deles que deveriam receber atendimento psiquiátrico adequados ainda não recebem”, afirma. 

O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), irá averiguar todas as denúncias e o Juiz  da Vara de Execução marcou uma audiência com Defensoria Pública, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP), agendada para o dia 24 de fevereiro. 

Restrições

A pandemia do coronavírus impactou drasticamente o mundo e suas consequências repercutem até hoje. O sistema prisional teve que se adaptar à nova realidade em que as visitas foram suspensas pela Secretaria de Estado e Administração Penitenciária (SEAP) para evitar a propagação do vírus.

Devido às circunstâncias atípicas os familiares e parentes dos internos ficaram meses sem receber nenhuma notícia ou informação sobre a saúde, vida ou situação do ente encarcerado. O fato gerou preocupação e revolta.

As informações são da AAFADOPA

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