Empreender na Amazônia pode ser desafiador, a partir da complexidade dos territórios, associada as distâncias geográficas e aos costumes das populações tradicionais. Porém, a instalação de empreendimentos em municípios de pequeno e médio porte, podem gerar impactos positivos para a sociedade e toda uma geração. É o caso de Juruti, que desde 2009, vivencia um ciclo de desenvolvimento sustentável e cuidados com as pessoas e o meio ambiente, através da operação da Alcoa.
Juruti tem quase 60 mil habitantes e uma área de 8,3 mil km² - mais de cinco vezes o tamanho da cidade de São Paulo. O município está localizado à margem direita do rio Amazonas, na divisa entre os estados do Pará e Amazonas e abriga 174 comunidades rurais.
Em 2005, Juruti recebeu um investimento 1,8 bilhão de dólares da mineradora para a construção de um empreendimento para a mineração sustentável de bauxita, matéria-prima do alumínio. As operações iniciaram com capacidade produtiva anual de 2,6 milhões de toneladas de bauxita e atualmente, a planta opera com capacidade de 7,5 toneladas por ano.
O gerente-geral da Alcoa em Juruti, Genesis Costa, lembra que a empresa começou a vislumbrar o empreendimento na cidade em 2001, quando comprou os direitos minerários da Reynolds Metals.
“Eu tive a felicidade de ir a Juruti em 2005. Quando cheguei, havia 35 mil habitantes, sendo 10 mil na região urbana. A infraestrutura era rudimentar, sem ruas asfaltadas, algumas casas de alvenaria, dois telefones e poucos veículos. Não existia celular e nem internet. Hoje podemos afirmar que a presença da Alcoa e as nossas ações, em parceria com vários setores da sociedade, mudaram Juruti para melhor”, disse.
Transformações sociais e econômicas
A partir da chegada do empreendimento, Juruti foi impactada por uma onda de desenvolvimento, que se refletiu com avanços na geração de emprego e renda, melhorias estruturais, avanço no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), incremento no Produto Interno Bruto (PIB) e no capital social para a gestão pública, incluindo importantes iniciativas de conservação ambiental.
O IDHM de Juruti, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aumentou de 0,389 no ano 2000 para 0,592 em 2010. São avaliadas três dimensões do desenvolvimento humano: longevidade, educação e renda. O índice varia de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento humano.
O PIB de Juruti é outro ponto a se destacar. Em 2010, era de pouco mais de R$ 400 mil; em 2019, saltou para R$ 1,2 milhão. Esse resultado é fruto da abertura de oportunidades de trabalho e impulsiona, também, o empreendedorismo local. O número de empregos com carteira assinada também aumentou. Segundo o IBGE, no ano 2000, eram apenas 185 trabalhadores com carteira assinada; em 2019, esse número chegou a 5.403. Subiu mais de 2.900%.
Os investimentos da Alcoa aquecem a economia. Emprego e renda são gerados nas áreas de mineração, transporte, construção de novas lagoas e projetos. Hoje trabalham na empresa mais de 2.500 colaboradores diretos e indiretos. Do efetivo total, 50% são de Juruti.
Além de contribuir para fomentar empregos formais, destaca-se ainda a geração de renda para o município e o impulsionamento do comércio e do setor de serviços. O gerente de Compras da Companhia, Naum Pinheiro, lembra que desde a implantação, a empresa sempre valorizou empresas e fornecedores locais.
“Após o surgimento do projeto de operação da mina de bauxita da Alcoa, houve um incremento importante no comércio de bens e serviços para no Baixo e Médio Amazonas e, principalmente, no município de Juruti”, explica.
A prefeita de Juruti, Lucidia Batista, avalia positivamente a presença da mineradora e os investimentos já realizados. “O município vive dos impostos, para fazer gestão precisamos de recursos e a presença da Alcoa é muito importante neste sentido”, destaca a prefeita.
O impacto econômico da operação da empresa em Juruti, pode ser mensurado pelo incremento ao capital social do município. Somente em impostos, foram repassados cerca de R$ 242,2 milhões através do recolhimento de Compensação Financeira pela Exploração Mineral – CFEM e o Imposto Sobre Serviço – ISS, considerando o período entre 2009 a 2020. Esse recurso, segundo a prefeita, tem ajudado a melhorar a infraestrutura da cidade, assim como os investimentos provenientes dos royalties da mineração.
“Hoje a sede do município já tem asfalto e a educação funciona em sua plenitude. Houve uma expansão no número de escolas, inclusive na zona rural. Outro ponto que destacamos é a saúde que tem uma dinâmica forte no município”, argumenta a gestora.
Agenda positiva
Como forma de contribuição ao município, a Alcoa desenvolveu voluntariamente, em parceria com a Prefeitura e a Câmara Municipal, a Agenda Positiva: um conjunto de 54 ações de apoio nas áreas de segurança pública, justiça, saúde, educação, cultura, assistência social e infraestrutura urbana e rural.
Do compromisso original e investimento de R$ 74 milhões, a empresa já entregou 50 ações. Estima-se que quase 70% do valor alocado pela empresa nas ações da Agenda Positiva foi destinado à área de saúde. A empresa investiu na ampliação do Hospital Municipal Francisco Rodrigues Barros e construiu unidades básicas de saúde na cidade e no interior.
Além de apoiar as estruturas da rede pública, a Alcoa, também, investiu na construção do Hospital 9 de Abril. Atualmente, ele é administrado pela Associação Lar São Francisco de Assis na Providência Divina. O hospital possui 55 leitos clínicos, conta com serviço de hemodiálise e atende diversas especialidades médicas. É reconhecido pela rede de saúde do estado do Pará como unidade de referência para atendimentos de média complexidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Sustentabilidade
Desde o início da história da Alcoa em Juruti, ainda na etapa de construção da mina, a empresa iniciou uma ousada estratégia de sustentabilidade, impulsionando a criação do Tripé Juruti Sustentável, hoje traduzido no Instituto Juruti Sustentável (IJUS). O IJUS, primeira e única organização do município com status de sociedade civil de interesse público, conta com fundo de financiamento de projetos de sustentabilidade, estabelecido com investimento inicial pela Alcoa.
Sempre em parceria com o Poder Público e consultorias especializadas, a Alcoa contribuiu com o Plano de Conservação da Biodiversidade e o Zoneamento Econômico-Ecológico de Juruti e a criação das Unidades de Conservação: Reserva de Vida Silvestre Lago Mole e APA Jará, esta última contou com aporte de R$ 1,5 milhão da Fundação Alcoa e visa proteger o ecossistema presente em 5 mil hectares de floresta, entre áreas de várzea e igapós, igarapés e lagos.
“A criação da unidade do Jará estabelece regras de conservação no principal manancial da zona urbana e representa um importante avanço para o desenvolvimento sustentável no município, com proteção da biodiversidade, fomento à educação ambiental e oportunidades de geração de renda, através da produção e comercialização de produtos da agricultura familiar e da natureza”, explica Fábio Abdala, gerente de sustentabilidade da Alcoa Brasil.
A forte integração com a comunidade e o meio ambiente está presente na própria atividade de mineração. Pioneiro no país, o método de nucleação foi premiado nacionalmente no ano de 2013 por acelerar a reabilitação de áreas mineradas e contribuir para o desenvolvimento social e econômico de comunidades rurais da região de Juruti Velho.
O programa conta com a participação das comunidades na produção, venda e plantio das mudas, com orientação e apoio da empresa. De 2009 a 2020, foram cultivados e plantados, mais de 500 mil mudas para reflorestamento nas áreas mineradas, gerando uma receita de mais de R$ 2 milhões milhão para a comunidade.
Responsabilidade Social
Cuidar das Pessoas é um dos principais valores da Alcoa. A empresa, por meio de ações do Instituto e da Fundação Alcoa, apoiou 298 projetos comunitários em Juruti, com investimento de R$ 26 milhões. São ações, realizadas através do voluntariado de colaboradores, em parceria com o governo, organizações não governamentais e entidades sem fins lucrativos, em diversas áreas da sociedade: educação, saúde, assistência social, meio ambiente, entre outras.
Em 2021, diferentes projetos receberam apoio da empresa, através de editais específicos do Instituto Alcoa, empresa, também, apoia a tecnologia e a inovação, em parceria com a Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), com a implantação de um moderno Centro que será referência para as áreas de Geociências e Engenharia Aplicada, com sede em Juruti e Santarém.
Na área de empreendedorismo, a Alcoa está junto com o IJUS em uma parceria para facilitar o acesso ao crédito a pequenos empreendedores, por meio da instalação do Banco Juruti Sustentável.
A empresa, também, é parceira do Governo do Pará, no programa TerPaz, ao investir quase R$ 8 milhões em cinco carretas que integram um projeto de educação profissional e capacitação para o mercado de trabalho.
“Nosso objetivo é deixar um legado de sustentabilidade em Juruti e toda a região. Nosso propósito é operar com excelência, cuidar das pessoas, agir com integridade e liderar com coragem, impactando positivamente a vida de toda a população”, destaca o gerente-geral da Alcoa Juruti, Genesis Costa.
As informações são da Alcoa