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Sócio de clube de tiro em Macapá traficava armamentos e planejava roubos a clientes, diz polícia

Investigação aponta que o suspeito repassava o endereço dos clientes para assaltantes de um grupo criminoso.

Por: Redação / Blog QP
23/06/2022 às 14h59
Sócio de clube de tiro em Macapá traficava armamentos e planejava roubos a clientes, diz polícia

A Divisão de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) da Polícia Civil do Amapá cumpre nesta quinta-feira (23) cerca de 13 mandados de prisão preventiva contra suspeitos de integrar um esquema de comércio ilegal de armas. A operação também investiga um homem que fazia parte de um clube de tiro em Macapá e pode responder por facilitar as ações.

Comercializar armamentos sem autorização é crime e a pena varia entre 8 e 16 anos de prisão em regime fechado, além do pagamento de multa.

A Polícia Civil informou que o suspeito, que não teve o nome divulgado, é sócio do local e repassava o endereço dos clientes para os assaltantes de uma organização criminosa.

Com os dados das pessoas, os integrantes invadiam as residências e levavam objetos de valor e outros itens.

O foco dessas ações é desarticular o grupo que comercializa armamentos, acessórios e munições de forma ilegal e que também possui envolvimento com tráfico de drogas e roubo.

"A investigação conseguiu comprovar que membros da organização criminosa realizavam esse comércio ilegal de armas de fogo através de um despachante que era sócio de um grupo de tiro. Ele se aproveitava da própria condição para repassar as informações dos clientes", destacou o delegado Estefano Santos, da Draco.

De acordo com a Polícia Civil, além de Macapá, as diligências da operação "Stopping Power" também aconteceram no município de Vitória do Jari, no Sul do Amapá e nos municípios de Ananindeua e Santarém, no Pará.

Também foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em vários pontos da capital. As equipes recolheram celulares, um veículo utilizado pelos criminosos e diversos documentos que vão ser analisados.

A Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) do Pará também ajudou nas ações e conseguiu prender um dos líderes do grupo que atuava em pelo menos 2 municípios paraenses.

Ao todo, pelo menos 9 pessoas foram detidas, nos dois estados, suspeitas de envolvimento no esquema criminoso.

Fonte: G1

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