Notícias Regionais Invasão de terras
MPF alerta sobre ilegalidade da venda ou invasão de áreas do PAE Vila Nova, em Prainha
Áreas do projeto de assentamento são da União, destaca nota pública
08/11/2022 05h15
Por: Redação / Blog QP

O Ministério Público Federal (MPF) divulgou nota pública nesta segunda-feira (7) para alertar a população sobre a ilegalidade da venda e da invasão de terras do Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) Vila Nova, em Prainha, no oeste do Pará.

Após o MPF ter recebido diversas denúncias de invasões dos lotes destinados à reforma agrária, da prática de crimes ambientais – em especial, desmatamento irregular – e sobre a tensão entre os assentados quanto à segurança das famílias, o MPF instaurou procedimento para acompanhar a situação e atuar de forma coordenada com os órgãos competentes.

Na nota pública, o MPF destaca que uma pessoa só pode vender algo que é seu, e as terras do PAE são da União. As famílias assentadas têm o direito de viver na área, em harmonia com a natureza e de acordo com o plano de utilização. Os lotes não podem ser vendidos, frisa o MPF.

A nota pública ressalta que:

• a invasão de terras públicas pode acarretar até três anos de detenção;

• o desmatamento ilegal pode acarretar até quatro anos de prisão e multa.

Outros destaques – Assinada pela procuradora da República Karine Suzan Hoffstaeter Boteon, a nota também destaca o seguinte:

• serão adotadas todas as medidas cabíveis contra invasores e desmatadores ilegais;

• serão feitas investigações para buscar a punição e a recuperação de todos os danos ambientais cometidos.

• pessoas que estejam incentivando a prática dessas ilegalidades podem ser responsabilizadas por incitação ao crime, com pena de até seis meses de detenção, ou multa.

Íntegra da nota pública

As informações são do MPF