As ações de educação sanitária da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Prefeitura Municipal de Juruti e uma rede de instituições parceiras como Comissão Executivs do Plani da Lavoura Cacaurira(CEPLAC), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) mobilizaram a população que mora na área urbana e também na zona rural do município.
As atividades educativas utilizando as metodologias ativas ocorreram em escolas públicas e comunidades rurais e reuniram estudantes, produtores rurais e servidores públicos numa união de esforços para prevenir a entrada do fungo que ataca os frutos do cacaueiro e do cupuaçuzeiro, uma ameaça que pode provocar impactos econômicos e sociais para essas cadeias produtivas.
Formar multiplicadores para disseminar as informações sobre a praga e atuar na prevenção orientando o produtor para que ele possa identificar os sintomas da doença são alguns dos objetivos da caravana, que foi realizada pela segunda vez no Pará.
“Nesta caravana nós priorizamos os servidores do Oeste do Pará: Juruti, Oriximiná, Santarém, Óbidos, Curuá, Monte Alegre, além de equipes das Unidades de Altamira e Almeirim, que foram treinadas para aplicar metodologias inovadoras de educação. Foi uma semana proveitosa em conhecimento teórico e prático”, ressaltou Jamir Macedo, diretor-geral da Adepará.
Na Escola de Ensino Fundamental Elza Albuquerque ocorreram os cursos de formação para agentes comunitários de saúde , agentes de endemias , lideranças comunitárias e jovens aprendizes do programa mais jovem, da prefeitura de Juruti.
“A caravana da educação trouxe para a população informacoes importantes sobre esse fungo que a gente muitas vezes só ouve falar e não tem consciência da gravidade que é e como ele atinge a agricultura. Com certeza, tudo que nós estamos aprendendo aqui vai ser levado adiante”.
Na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Emanuel Salgado Vieira , os alunos usaram a criatividade e encenaram peças de teatro com as informações que receberam dos técnicos da Adepará e Mapa. Mais de 200 estudantes foram sensibilizados.
A coordenadora do Programa Nacional de Educação Sanitária (Proesa), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Juliana Moreira, destacou a importância das caravanas para fortalecer a defesa agropecuária.
“As caravanas tem esse objetivo de capacitar os técnicos para aplicar essas metodologias ativas e com isso melhorar as ações de educação para que se tenha os melhores resultados e também é uma forma de mobilizar toda a comunidade para essa problemática da monilíase visto que o homem é o principal responsável pela disseminação da praga “
Por se tratar de uma rota de risco para a monilíase , os técnicos também fizeram a aplicação de um questionário para o diagnóstico educativo sobre a doença em pontos de grande concentração de pessoas como agências bancárias, terminais hidroviários, portos e feiras livres.
Recém-formada em agronomia, a bolsista da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) , Auriane Pimentel integrou as ações práticas com as comunidades. “Foi a primeira vez que trabalhamos com o público divulgando uma doença, então foi uma atividade muito enriquecedora e acredito que nós fizemos um bom trabalho”.
A fiscal estadual agropecuária Gabriela Cunha, que coordenou as atividades de educação sanitária pela Gerência de Educação Sanitária da Adepará, disse que a população se mostrou bastante receptiva com a Caravana.
"Foi muito gratificante participar e colocar a ufopa a disposição para que possamos continuar na parceria e participar da próxima caravana”, disse o professor da UFOPA, Renan Navroski
Para os próximos eventos, os organizadores pretendem ampliar a rede de parceiros. “Os laços que a gente forma potencializam as nossas ações e são forças que podem se somar. Então, vamos unir as nossas forças para fazer um trabalho ainda melhor” , disse o auditor fiscal agropecuário Milton Leite, do Ministério da Agricultura.
“Precisamos aumentar essa conectividade, essa interação entre as instituições , vamos nos unir mais para fazer a diferença, para levar esse protagonismo da Adepará como órgão que está a frente dessa defesa agropecuária no Estado”, ressaltou Lucieta Maldrano, pesquisadora da Embrapa.
“Juruti é extremamente importante nesse momento para o Estado porque o município está fazendo a salvaguarda para a cadeia produtiva do nosso cacau. Nós estamos prevenindo a entrada porque aqui é o primeiro porto vindo do Amazonas. Então a população, sendo orientada, sabendo como identificar, sabendo que há um impedimento de trazer frutos e mudas de cacau e de cupuaçu do Amazonas para o Pará, ela será parceira. Serão o nosso exército aqui para ajudar nesse trabalho que é garantir sanidade, garantir que essa praga não adentre o nosso Estado e não venha afetar os nossos cultivos e nem a produção de frutos que ocorre nos quintais das famílias de Juruti”, ressaltou a diretora de Defesa e Inspeção Vegetal da Adepará, Lucionila Pimentel.