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Bastidores do jogo São Raimundo x Fortaleza – Parte I

Bastidores do jogo São Raimundo x Fortaleza – Parte I

Marcos Santos
Por: Marcos Santos
29/07/2010 às 12h43 Atualizada em 24/09/2010 às 21h55
O presidente do Sindicato dos Radialistas de Santarém, Minael Andrade, tentou barrar, ontem, durante o jogo do São Raimundo e Fortaleza, no Colosso do Tapajós, a entrada de parte dos profissionais de imprensa, que faria a cobertura do jogo. Com um ar indiferente e esbanjando autoritarismo, Minael impôs condições para que a imprensa tivesse acesso ao gramado.

Alguns dias antes do jogo, a diretoria do clube, juntamente com Minael Andrade, convidou para uma reunião, representantes emissoras de rádios e televisão, porém, esqueceu de chamar o pessoal dos jornais impressos de Santarém. Só teve acesso quem é amigo do radialista.

Na área de acesso da imprensa no estádio, os porteiros exigiram uma série de documentos dos profissionais, funcionários de jornais impressos: carteiras do Sinjor, Fenaj, Aclepa, carteirinha de radialista, diploma de jornalista, carteira de vacinação, certidão de batismo, atestado de bons antecedentes, CPF, RG, santinho de candidato, contracheque, IPTU, IPVA e ofícios da Federação Paraense de Futebol e da Confederação Brasileira de Futebol.

Nem os ofícios assinados por um dos milhares de diretores do Pantera apresentados pelos repórteres teve validade.

O pessoal da diretoria do São Raimundo afirmou que, por decisão unânime, apenas profissionais com registros da Fenaj, do Sinjor, da Aclepa e do sindicato dos radialistas, teriam acesso livre ao Colosso do Tapajós.

O curioso nisso tudo é que boa parte dos profissionais que atuam na imprensa santarena não possui nem registro no sindicato dos jornalistas e muito menos na Fenaj. Além disso, em Santarém não existe representação que ampare profissionais de jornais impressos, desprezados pela diretoria do São Raimundo e também pelo Minael Andrade, que exige a sindicalização desses profissionais no sindicato dele.

Nota do Blog: O Quarto Poder tem sido defensor da exigência do diploma de jornalistas, inclusive divulgando as ações dos representantes legais da categoria no município. No entanto, há ainda muita gente que está nas faculdades concluindo o curso de comunicação social, outros aguardam a próxima turma para dar início à sua formação acadêmica. Alguns dos primeiros jornalistas santarenos, formados nas primeiras turmas, e que assim como muitos colegas, levaram muito tempo para hoje esbanjar o canudo e gritar que são JORNALISTAS FORMADOS, deveriam ter mais respeito com os estes profissionais e não tratar com total desprezo aqueles que ainda lutam pela qualificação.
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