Quinta, 24 de Setembro de 2026
28°C 35°C
Santarém, PA
Publicidade
Anúncio

Marcos Santos
Por: Marcos Santos
03/08/2010 às 09h25 Atualizada em 24/09/2010 às 21h55


A velha e famosa frase “a propaganda é a alma do negócio” entra em cena nas eleições brasileiras outra vez. E você concorda com isso? É correto ter político aparecendo na TV como galã de novela e outros verdadeiros execráveis? E por que geralmente temos discursos diferentes de ações? Ou seja, se a proposta de governo fosse tão boa ou que ao menos refletisse as necessidades da população brasileira, não seria preciso aliciar. E será que alguém vai falar o campeão de baixo ibope de programa? Caso fale, será com teor de politicagem e não com consciência política. Basta!

Doravante, a população brasileira atordoada pelas responsabilidades cotidianas da nossa realidade, tais como a luta pela subsistência econômica, cultural, social e etc; e desconfiada com a falta de caráter de nossa classe política, deixa de dar a devida atenção ao momento que lhes é proporcionado através do ato de votar, sendo que todo esse reflexo deriva justamente do processo eleitoral. Ou seja, historicamente, nota-se que a relação entre os seres humanos e poder de governar é por demasiada abstrata, sob o prisma do discurso e das ações. E tornando-se melancólica aos resistentes homens e mulheres de fé e esperança na sociedade justa e igualitária.

Essa dicotomia entre discurso ideológico e ações, vem sendo “absorvida” pela sociedade por falta de espírito coletivo solidário(luta). O resultado é a cooptação de lideranças de movimentos sociais por governos, que decorre no silêncio da sociedade civil frente a abusos, descaso, e políticas públicas objetivas. Sendo que a cooptação, muitas vezes é feita de caso pensado por gestores, pois calando as lideranças cala-se a sociedade. E com isso temos o nosso maior problema político-social que é o da consciência coletiva. Contudo, poucas coisas constroem uma consciência coletiva, e o que perdemos é educação, liberdade, emprego, e igualdade. Consequentemente nós não conseguimos dada a desorganização social e o interesse em manter a sociedade desigual para o privilégio de poucos.

Os telespectadores e também eleitores encontram a melhor hora de dar um basta nessa política manchada por dinheiro em meia, cuecas, mensalões, desrespeito as leis, etc; Com certeza a reprise dessas imagens e outras se forem ao ar, será novamente por politicagem, por falta de propostas e por acreditarem que o povo tem memória curta. Muitas coisas são precisas para mudar essa política desonrosa. Porém, a mudança das propagandas eleitorais é uma delas. Chega de viver na ilusão de uma democracia que concebe dez minutos para alguns e dez segundos para outros. Por favor, parem de reproduzir imagens cinematográficas. Nós somos eleitores e não jurados de cinema.

Depreendendo com o pensamento de que os candidatos deveriam se enfrentar dois a dois, e que através dos debates poderíamos realmente conhecer cada um e seus projetos. Ou melhor, quem sabe dar à população a oportunidade de acompanhar a cada semana um tema diferente onde todos debateriam iguais. Ou quem sabe, evoluir ao ponto da população não votar mais em pessoas, mas sim em propostas? Portanto, as grandes mudanças foram feitas com pequenos passos; e o primeiro é a socialização da propaganda eleitoral, com tempos iguais para os candidatos. Afinal, queremos ou não uma sociedade justa? Ou querem comprar nossos votos através de belas imagens?


*Odirlei Dell Agnolo
Graduado em Direito - UNIFEBE
Contato: [email protected]

*José de Souza Júnior
Graduado em Filosofia - UNIFEBE
Contato: [email protected]
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Lenium - Criar site de notícias