Juruti foi representada pela Alcoa durante fundação do Movimento Empresarial pela Biodiversidade
Juruti foi representada pela Alcoa durante fundação do Movimento Empresarial pela Biodiversidade
Por: Marcos Santos
11/08/2010 às 13h08Atualizada em 24/09/2010 às 21h55
Grandes empresas, ONGs e associações uniram-se em prol do Movimento Empresarial pela Proteção e Uso Sustentável da Biodiversidade. A iniciativa, inédita no Brasil, agrega ideias dos setores público e privado para incluir ainda mais as questões de meio ambiente nas pautas política e econômica do País.
O anúncio oficial aconteceu em São Paulo, com a presença da ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira, que apoiou a iniciativa. Para dar início às atividades, foi assinada a Carta Empresarial pela Proteção e Uso Sustentável da Biodiversidade, compromisso de cooperação das empresas-fundadoras para criação de uma agenda positiva de conservação ambiental.
O município de Juruti foi representado pela Alcoa, uma das empresas fundadoras do Movimento. Reconhecida mundialmente por suas práticas sustentáveis, a Companhia inaugurou no Brasil a utilização de ferramentas fundamentais, como o diálogo com a comunidade, ao implantar no município um projeto de mineração. “A participação voluntária da Alcoa nessa ação reforça ainda mais nosso compromisso com a biodiversidade. Essa prática já está incorporada em nosso dia a dia, em nossas operações e relacionamento com a comunidade e entorno. Espero que nossa contribuição possa servir como exemplo e encorajar outras empresas a fazer parte do grupo”, diz Franklin Feder, presidente da Alcoa América Latina e Caribe.
As ações do Movimento estarão alinhadas à conscientização global promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU), que declarou 2010 como o Ano Internacional da Biodiversidade Ecológica. “Essa união é uma forma de incluir o Brasil no contexto mundial em defesa da biodiversidade, principalmente a partir da mobilização de grandes organizações que já têm a sustentabilidade em sua estratégia”, completa Feder.
O grupo empresarial conta com o apoio do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas, Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO), Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (IMAZON), Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ) e Associação Brasileira de Comunicação Empresarial. (Aberje).
Atuação intensa em prol da biodiversidade
A Alcoa busca a melhor forma de lidar com os impactos ambientais de suas operações ao longo do tempo, preservando a biodiversidade dos locais onde está instalada. Por meio de mapeamento e diálogo com as comunidades e governos, a Empresa adota programas que visam à conservação dos recursos naturais, melhorando suas condições de operação e rotina das comunidades vizinhas.
Em Juruti-PA, a Alcoa apoia (por meio de convênio de US$ 1 milhão com a CI - Conservação Internacional) o Corredor de Biodiversidade da Amazônia, ao Sul do município – área de 12 milhões de hectares. E todo o projeto da Mina de Juruti foi concebido com o propósito de obter bauxita revegetando a seguir as áreas mineradas com espécies nativas, causando o menor impacto possível e, ao mesmo tempo, contribuindo para a preservação.
Em Poços de Caldas-MG, a Alcoa utiliza o método de reabilitação ecológica, reintroduzindo o plantio de espécies nativas. As mudas são cultivadas em viveiros por meio da coleta de sementes de florestas da região, mantidos pela própria Companhia. A riqueza da biodiversidade pode ser observada em 13 hectares de área reabilitada: com a floresta, aos poucos os animais voltam a habitá-la.
Em Itapissuma-PE, os manguezais são preservados por controles internos de emissões de efluentes, evitando contaminação do solo, água e vegetação. Isso é importante para garantir a proteção de espécies em reprodução ou ameaçadas de extinção e beneficiar as populações humanas, enquanto oferece condições de subsistência e protege as áreas próximas contra erosão e enchentes. A Unidade de Itapissuma também investe na educação ambiental de seus funcionários; vigilância da propriedade para evitar acesso e extração ilegal de recursos naturais; e no plantio de mudas na região. Desde 1994, já foram plantadas aproximadamente 25 mil mudas, mas a meta da Companhia é plantar 80 mil árvores até 2020.
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