Por: Marcos Santos
19/08/2010 às 11h58 Atualizada em 24/09/2010 às 21h55
Registros imobiliários entraram na mira do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Foi divulgado nesta quinta-feira (19), o cancelamento de registros e matrículas imobiliários irregulares no Pará. A estimativa é que mais de cinco mil documentos deste tipo percam a validade.
De acordo com o o ministro Gilson Dipp, corregedor responsável pela ação, tudo começou com denúncias de órgãos e entidades estaduais e federais, como o Iterpa (Instituto de Terras do Pará), a Procuradoria-Geral do Estado, o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), o Ministério Público, a Advocacia-Geral da União e a Ordem dos Advogados do Brasil.
A iniciativa reforça a decisão da Corregedoria de Justiça das Comarcas do Interior do Pará, que já havia determinado o bloqueio dos registros considerados ilegais, por meio do Provimento 13 publicado em 2006. De acordo com o provimento, 'há vários municípios do interior com áreas registradas que superam em uma, duas ou mais vezes a sua superfície territorial'.
O objetivo da medida, afeta todos os registros que não obedeceram os limites de área definidos pelas Constituições, é combater atos ilegais praticados e a grilagem de terra no Estado.
São consideradas irregulares as matrículas de imóveis rurais registradas entre 16 de julho de 1934 e 8 de novembro de 1964 com área superior a 10 mil hectares; de 9 de novembro de 1964 a 4 de outubro de 1988, com mais de 3 mil hectares e a partir de 5 de outubro de 1988, com mais de 2.500 hectares.
Com a decisão da Corregedoria Nacional, a Corregedoria-Geral do Pará terá que orientar os cartórios do estado para que procedam o cancelamento dos registros e matrículas. Os cartórios, por sua vez, terão que informar no prazo de 30 dias à Corregedoria-Geral as providências tomadas.
Consequência - O cancelamento do registro impede a venda da propriedade ou a utilização da mesma como garantia em transações bancárias. Ficará a cargo do Estado do Pará e da União, por meio de seus órgãos fundiários competentes, adotar as medidas necessárias para a regularização dos títulos, de acordo com os parâmetros legais e os limites estabelecidos na Constituição.
Reincidência - Esta não é a primeira vez que o CNJ atua no Pará com cancelamentos de registros imobiliários. Em setembro de 2009, o corregedor nacional de Justiça determinou o cancelamento de registro imobiliário na Comarca do município de Altamira, no sudeste paraense. A área era de mais de 410 milhões de hectares, o equivalente à metade de todo o território brasileiro.
A decisão foi tomada por meio de despacho assinado após a constatação da irregularidade em inspeção feita nos cartórios da cidade e também em Vitória do Xingu, município paraense vizinho a Altamira.
Fonte: CNJ Notícias
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Crime organizado Há 5 meses
Fuzil e munições são apreendidos pela PF em garimpo ilegal no Pará
Além das apreensões, os agentes também inutilizaram uma série de equipamentos utilizados na extração ilegal de ouro, incluindo aproximadamente dois mil litros de combustível, motores, embarcações e peças de dragas.
Mineração e ciência Há 6 meses
Naturalista revela 100 novas espécies da Amazônia em livro lançado em Brasília
Evento no Ibram reuniu pesquisadores, setor mineral e comunidade ambiental para lançamento do livro “Onde andei valeu a pena”
Alerta amarelo Há 11 meses
Inmet emite alerta de tempestades para o Baixo Amazonas e regiões do Norte
De acordo com o Inmet, as chuvas podem variar entre 20 e 30 milímetros por hora, podendo chegar a 50 mm por dia, acompanhadas de ventos intensos entre 40 e 60 km/h
Fora do menu Há 1 ano
COP30 em Belém veta açaí, tucupi e maniçoba do cardápio oficial
Regras da OEA e da UNFCCC para alimentação durante o evento proíbem pratos típicos da culinária paraense; exigências incluem cardápios veganos e redução da carne vermelha
Meio ambiente Há 1 ano
MPF aciona Justiça e pede plano urgente de proteção contra agrotóxicos no Planalto Santareno
Ação aponta danos à saúde, contaminação de igarapés e desaparecimento de fontes de alimento para povos e comunidades tradicionais