20/08/2010 às 13h39Atualizada em 24/09/2010 às 21h55
O advogado de Maria Gorete Dantas Xavier anda dizendo por aí que a ex-prefeita foi uma excelente gestora para o município de e que sua administração foi marcada por uma série de investimentos que garantiram benefícios à população aveirense. O advogado se esquece, no entanto, que Gorete não fez nenhum favor àquele povo sofrido, que há muito tempo padece nas mãos de maus administradores. Era sua obrigação, pois fora eleita para melhorar a vida daquela gente e, assim como seus antecessores, não conseguiu.
Ela traiu a confiança dos eleitores, usou a máquina pública em benefício próprio e foi punida pela Justiça Eleitoral. O Tribunal Regional Eleitoral agiu certo em tirar de seu poder, o mandato que pertence ao povo.
Um breve relato
Quando Adalberto Viana era o prefeito de , a então humilde Maria Gorete Dantas Xavier, acompanhada de uma antiga aliada, a Ana, que naquela ocasião era presidente do sindicato dos servidores públicos do município, formou um grupo para tentar, a todo custo, derrubar Cabano do cargo. Munidas de farta documentação, que apontava indícios de irregularidade na gestão do ex-prefeito, Gorete e Ana iniciaram uma longa jornada que, naquele momento, tinha cunho meramente social, pois as amigas mostravam indignação com a administração de Cabano e queriam moralizar a prefeitura da cidade.
Sem um vintém furado, Maria Gorete e Ana buscaram ajuda em Santarém com algumas pessoas que deram suporte à dupla na sua luta para ‘fazer justiça’, como elas mesmo diziam. O Jornal A Cidade, por exemplo, por muitas vezes contribuiu com as ‘justiceiras do povo’, como ficaram conhecidas Gorete e Ana em . O semanário deu grande contribuição à sua luta, produzindo matérias jornalísticas que denunciaram, com provas documentais, os desmandos administrativos cometidos pelo prefeito Cabano.
Para garantir a execução da operação ‘Fora Cabano’, em , Gorete contava com a ajuda de um amigo do ramo náutico que contribuía toda semana com combustível, dinheiro e alimentação, tudo para que a ‘Justiceira do Povo’ alcançasse êxito em sua missão.
A operação ‘Fora Cabano’ foi um sucesso e resultou numa série de inquéritos no MPF e na Justiça Eleitoral. Aclamada pela sociedade aveirense, Gorete é convidada a disputar a Prefeitura de seu município. Aceitou sem pestanejar. Com a campanha nas ruas, ela continuou contando com a ajuda dos amigos e aliados de Santarém. A vitória nas urnas foi fácil.
Empossada, Gorete, a ‘Justiceira do Povo’, a mulher humilde, se transforma numa prefeita arrogante, egoísta e autoritária, que mais tarde cometeria os mesmos desmandos administrativos praticados por seu antecessor. Ela enganou amigos e aliados, ignorou seus princípios, traiu a confiança do povo, e usou a máquina pública em benefício próprio. O nepotismo na prefeitura era uma de suas práticas preferidas. Todos os parentes ocupavam cargos de confiança em seu governo, que chega ao fim graças, mais uma vez, à intervenção da Justiça.
Infelizmente, o povo de ainda não se livrou da família Dantas Xavier, pois o marido dela, o Sales, deve comandar a prefeitura até que a Justiça decida o futuro desta cidade que carrega a sina de sempre possuir maus governantes.
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