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Semed dá atenção especial à UMEI da Matinha

Semed dá atenção especial à UMEI da Matinha

Marcos Santos
Por: Marcos Santos
30/08/2010 às 16h46 Atualizada em 24/09/2010 às 21h55
Depois das  feitas pelo Jornal Tribuna do Tapajós, na semana passada, sobre possíveis maus tratos na creche do bairro, a Semed tratou de providenciar as mudanças naquela unidade de ensino, garantindo com isso, um tratamento mais digno para as crianças. Os colchonetes que eram fétidos e imundos foram limpos. “Usaram inclusive álcool para limpar os colchonetes onde as crianças deitam”, disse uma mãe a Tribuna. A água servida às crianças agora é fervida e filtrada. Na última quarta-feira (25), por exemplo, foi servido pão com manteiga no café da manhã e no almoço carne cozida no lugar da tradicional farofa de farinha que era dada aos alunos.

Participaram da reunião de segunda-feira (23), com pais e professores da UMEI da Matinha, além da coordenadora de ensino, a assessora de imprensa da Semed, Ailanda Tavares, que coletava entrevistas (veja direito de resposta à página ao lado) com pais e funcionários da creche para desmentir a matéria publicada no Jornal Tribuna, e o responsável pela distribuição da merenda. O encontro foi a maneira encontrada pela secretaria de Educação para tentar desviar o foco dos pais à denúncia feita pelo jornal.

A rotina na UMEI do bairro da Matinha, no entanto, começou a mudar. Já é alguma coisa.
 
Segundo apurou a reportagem, será instaurado um procedimento interno para verificar se houve omissão da coordenação da unidade, já que a confirmação feita pelas mães de que seus filhos estão doentes mostra que nenhum procedimento foi adotado pela responsável pela creche.
 
Na manhã da última quinta-feira (26), uma equipe do posto de saúde do bairro, formada por uma médica e enfermeiros, esteve na UMEI da Matinha para fazer uma ‘consulta’ nas crianças para verificar a condição de saúde dos alunos.

Professores de creches denunciam abusos

Um grupo de professores resiste às perseguições orquestradas, segundo eles, pela coordenadora geral da Unidade Municipal de Ensino Infantil (UMEI), da Secretaria Municipal de Educação e Desporto (Semed), Aline Fernandes. Um abaixo- assinado foi elaborado pelos servidores para ser encaminhado a secretária Raimunda Lucineide Pinheiro. O documento, que contém mais de 50 assinaturas, chegou ao conhecimento do Sindicato dos Profissionais das Instituições Educacionais da Rede Pública de Santarém (Sinprosan), porém, não foi despachado à Semed.
 
A reportagem do Tribuna obteve cópia do documento e nele, os professores não escondem seu descontentamento com os coordenadores das UMEIs em Santarém, sobretudo com a coordenadora geral, Aline. Veja o que dizem os servidores concursados: “Viemos através deste, solicitar a Vossa Senhoria, as seguintes reivindicações para as UMEIs: Que os coordenadores das UMEIs sejam do quadro de efetivos; Que seja feita fiscalizações e verificações em relação ao concurso de educação infantil que abrange: pré-escola e creche, pois no planalto, professores infantis estão sendo lotados com 150 horas, sendo que 4 horas de sala de aula e 2 horas de atividades pedagógicas, portanto, na rede urbana. 
Pede-se que seja optativo para os professores, que não estão se adaptando nas UMEIs, para que possam trabalhar nas pré-escolas; Pedimos a verificação do abuso de autoridade por parte da coordenadora geral da educação infantil, e o desvio de função por parte de professor que fez o concurso para professor da educação infantil e está assumindo coordenação; Que seja fiscalizada a superlotação das turmas das UMEIs; e a carência de auxiliares nas turmas das UMEIs.
 
No sábado (21), Aline Fernandes esteve na UMEI da Matinha e lá tentou jogar as mães contra os professores. Uma das mães que disse que seu filho estava com hepatite e que possivelmente teria contraído a doença naquela unidade foi orientada a negar toda a história. Ela confirma a doença do filho, mas diz que a criança não adoeceu na creche pública.
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