Por: Marcos Santos
06/09/2010 às 09h14 Atualizada em 24/09/2010 às 21h55
O fim do ano já está batendo à porta e, com ele, a chegada do tão esperado 13ºsalário. Para quem não pode esperar o pagamento do benefício previsto somente para novembro — primeira parcela — e dezembro, os bancos abriram linhas de crédito para antecipação de até 100% do valor a ser recebido. Mas os especialistas alertam que, somente em casos muito especiais, é aconselhável recorrer ao empréstimo.
Um dos principais motivos, e talvez o único, que justificaria a escolha seria o pagamento de dívidas sobre as quais incidam juros superiores aos que serão pagos ao banco pelo 13º salário antes da hora. “O primeiro passo é olhar a taxa de juros desse empréstimo, que pode ser vantajoso para a quitação de dívidas no cartão de crédito ou no cheque especial, que têm encargos muito maiores”, afirma Lilian Gallagher, especialista em finanças pessoais, Outra vantagem seria a regularização do nome nos serviços de proteção ao crédito, como SPC e Serasa.
Na avaliação de Maria Inês Prazeres, planejadora em finanças pessoais, em hipótese alguma o trabalhador deve antecipar o 13° salário para consumir. “Negociar com os bancos e antecipar o pagamento de uma dívida que está comendo parte do salário, com certeza, é válido, desde que os juros sejam considerados. Mas se for para antecipar consumo, torna-se um péssimo negócio. O consumo pode esperar”, diz
Outra questão que se deve ter em mente são os encargos extras que não deixarão de chegar no início do ano. “Tem IPTU, IPVA, férias, escolas e uma série de outras contas para as quais o 13º deve ser destinado. Se a pessoa gasta antes, provavelmente terá que recorrer a um novo empréstimo para quitar as novas dívidas”, pondera Maria Inês.
Opções
Opções não faltam para quem quer se capitalizar com o salário extra. A linha de crédito para a antecipação do 13º salário deve ser feita na instituição financeira na qual o trabalhador recebe seu salário. No HSBC, a contratação pode ser realizada em qualquer agência e no mesmo dia o dinheiro é liberado na conta do correntista. O valor mínimo da operação é de R$ 300 e pode chegar a R$ 10 mil, desde que se limite a 50% do valor total do 13º.
Na Caixa, os percentuais do salário a serem contratados variam de acordo com o prazo de vigência do contrato. Para empréstimos com duração de 241 a 330 dias, o correntista poderá antecipar até 75% da parcela líquida do 13º. Nas linhas até 120 dias, a liberação é de 90%. O limite mínimo de concessão é de R$ 500 e o máximo de R$ 20 mil. No Itaú Unibanco os valores são limitados a R$ 12 mil com taxas de 3,95% ao mês.
Nos últimos oito meses, o Banco do Brasil já contratou R$ 710 milhões em operações da linha para 13º, um incremente de 60% no volume que já supera o desembolso registrado durante todo o ano de 2009, de R$ 574 milhões. A taxa de juros varia entre 2,71% e 4,12% ao mês conforme convênio firmado com o empregador. O pagamento deverá ser realizado em parcela única na data de recebimento do benefício natalino, ou em 15 de janeiro de 2011, o que acontecer primeiro.(CB)
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