09/05/2011 às 09h20Atualizada em 09/05/2011 às 09h25
Moro em Óbidos com muito orgulho, e não tenho mais nenhuma dúvida de que o maior desejo em dividir o Pará, é o reflexo visível do abandono das regiões que defendem suas emancipações.
O povo do Oeste paraense e do Sul do Pará, respectivamente, não deixam de ter razão em querer mudar a atual geografia, pois, ao invés de ocorrerem avanços significativos, a região vem se enfraquecendo cada vez mais diante das dificuldades que invibializam uma melhor qualidade de vida em favor da nossa população que vive desesperançada.
Acredito que o paraense não gostaria de ver o Pará dividido. Entretanto, o subdesenvolvimento vem forçando a tomada dessa decisão.
O Congresso Nacional - por seu turno -, já autorizou a consulta popular sobre a divisão ou não do nosso Estado. Agora, compete somente ao povo dar a palavra final, cuja decisão deverá ser respeitada por todos.
A presença do poder público na nossa região (tanto estadual como federal) continua sendo diminuta. Falta aumentar as ações governamentais para que o Pará possa de fato melhor assistir a sua população em todas as áreas.
A princípio, muitos se declaravam contra a divisão do Pará, entretanto, essa posição está mudando, pois, experimentar uma situação alternativa pode significar a possibilidade de melhorar o nosso desenvolvimento que vem acontecendo a “conta-gota”.
A tendência da nossa população é buscar alternativas que mude o atual quadro sombrio em que nos encontramos, deixando o apego de lado.
Os defensores da divisão do Pará relatam já existir estudos provando a viabilidade dos novos Estados.
Por outro lado, não deve haver desarmonia, pois, somos todos paraenses, e o desejo maior deverá ser o fortalecimento das nossas regiões como um todo.
O que interessa, na verdade, são as oportunidades que assegurem o desfrutar de uma vida mais digna para a nossa gente.
Já a natureza foi extremamente generosa para com o Pará. A imensidão do nosso território, as grandes jazidas minerais, os recursos hídricos, a nossa invejável biodiversidade, não era jamais para existir um milhão de paraenses sendo diariamente castigados e humilhados pela fome numa das regiões mais ricas do Planeta, segundo a F-IBGE.
Agora, se o Pará tivesse desenvolvido há mais tempo ações que minimizassem as nossas necessidades mais urgentes como melhorar a saúde, a educação, o saneamento básico, as obras de infra-estrutura tão necessárias, etc, jamais a vontade da divisão teria tomado corpo, pois, não haveria motivação suficiente para tal.
Outro aspecto que vem suscitando a divisão do Estado do Pará é o aspecto político. Falta mais espaço para acomodar tantos candidatos, daí o interesse pela criação das novas Unidades.
Os órgãos públicos que deverão ser criados nos futuros Estados também despertarão o mesmo interesse, levando em consideração a carência de empregos.
Dessa forma, a responsabilidade pela criação dos novos Estados será de total responsabilidade do eleitor paraense.
Que a deliberação a ser tomada - seja ela qual for -, possa representar o melhor para a nossa população. Afinal, somos todos irmãos e vivemos em plena democracia, respeitando-se assim a decisão da maioria.
Que a disputa daqueles que são a favor ou contra a divisão do Pará ocorra dentro de um clima civilizado. Que vença quem conseguir melhor entusiasmar o eleitorado sobre o assunto em questão.
Vamos aguardar com espírito público o desenrolar dos acontecimentos!
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