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Sinprosan ameaça nova paralisação em Santarém

Sinprosan ameaça nova paralisação em Santarém

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
13/05/2011 às 14h17 Atualizada em 13/05/2011 às 14h17

Em março, quando anunciou que atenderia as reivindicações dos trabalhadores, o secretário Inácio Corrêa prometeu cumprir as principais exigências feitas pela categoria. 

Porém, depois do fim da paralisação dos professores, a maioria das demandas apresentadas pelo sindicato não foi atendida pela Prefeitura, segundo informou o professor Iracildo Pereira, presidente da entidade. “Estamos em negociações permanentes, porém, o governo se mantém rigoroso e não atendeu ainda algumas das nossas principais demandas”, disse o sindicalista.

Iracildo antecipou que até o final deste mês, um novo encontro entre membros do Sinprosan e representantes do governo municipal deve acontecer para tratar da pauta que ainda está em negociação. Porém, disse que, caso não haja avanço nas conversas, a categoria reunirá em assembleia para traçar novas estratégias de ações, visando, digamos, ‘motivar’ o governo a cumprir com o acordo firmado com a categoria. 

Segundo ele, não há respeito por parte de determinados secretários da Prefeitura com a educação e nem com os trabalhadores. Para Iracildo, essa intransigência administrativa coloca em descrédito o governo junto aos servidores municipais. “Ainda temos muitas reivindicações que não foram atendidas. Como é o caso da progressão vertical, licença especial e auxílio maternidade. Portanto, temos que tomar medidas mais drásticas no sentido de garantir os direitos dos nossos associados”, avisou.

O professor Iracildo disse que vai aguardar até o fim deste mês para definir os rumos que a categoria tomará diante do desprezo do governo com os professores. Ele não descarta a possibilidade de uma nova paralisação. “É possível sim, pois não houve respeito por parte da Prefeitura em cumprir com os acordos firmados para o fim da greve. Vamos reunir toda a classe e decidir em assembleia que atitude tomar diante desta intolerância da administração pública municipal”, finalizou.

Quando apresentou a pauta de reivindicação dos trabalhadores, o Sinprosan incluiu, entre outras coisas, a lotação dos professores efetivos com 40 horas semanais e a reformulação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR), do Magistério, redução da contratação de temporários e a implantação do piso salarial nacional dos professores, conforme determinação do STF.

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