17/05/2011 às 10h39Atualizada em 17/05/2011 às 10h39
A sociedade brasileira continua efervescendo ideias para todos os sentidos. Porém, me refiro à construção do gênero. A atual realidade nos permite discutir temas sensíveis e polêmicos. Contudo, onde há um lutando em prol da causa, há outro discordando. Nossos olhares podem ir de encontro com os Bolsonaro´s da vida ou contra. Possuímos a liberdade de escolher. Não sei se ele merece respeito, entretanto, a verdade é que do dia para noite ele descobriu o que deveria fazer da vida. Importunar. Doravante, felizmente ou infelizmente graças ao capitalismo a sociedade possui essa força de democracia e luta por seus direitos. Pois, desde o 11 de setembro descobrimos que não precisamos estar reunidos enquanto estado ou instituição para derrubar torres.
A discussão do gênero em nosso país pode ser produtiva. Vou explicar melhor. Quando me coloco nessa ideia de “pode ser” é que me pergunto por que hoje? Por que só agora? Tudo bem, eu sei da existência da repressão e do preconceito e a luta desse movimento vêem de alguns anos lá de trás. Porem, o que sinto é uma estabilidade social ou até mesmo econômico e temas como o seguinte entram em pauta. Contudo, o governo vem a alguns anos tapando o sol com a peneira. O governo vem transformando o Brasil numa colônia onde o seu único potencial é mandar matéria prima para a China. É como se voltasse ao século XVIII ou até mesmo o século XV. O triste é que pensamos que estamos crescendo. Mas como podemos estar crescendo se estamos fazendo o papel da colônia?
A sensação que tenho do governo Dilma é a “síndrome de prefeito do interior”. Ou seja, começa a administração com certo arrocho nos primeiros dois anos e total liberdade nos dois últimos anos. Transformando suas metas de governos em necessidades eleitorais. Tendo em vista a situação, a presidente não possui tanta liberdade assim. Pois o poder se conquista e não se ganha e muito menos se transfere. Dilma está nos níveis de presidentes como Sarney e Itamar. Pelo fato de Collor ter sido o símbolo de modernização e carisma; Fernando Henrique o intelectual e Lula ter sido o símbolo da mudança. Nesse sentido apresenta Dilma como uma presidente fraca. Não fraca em governabilidade.
Doravante, a nação brasileira dá espaço à liberdade. Não sei se posso, porém, uma nova alforria é apresentada numa civilização que vai se vestindo de preconceitos. Não chegamos ao ponto de ser uma revolução, já que os sulamericanos gostam de barulho e não de trabalho. Enquanto nossa sociedade luta pela liberdade de gênero nosso governo luta para voltarmos a ser colônia.
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.