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A primeira Crise

A primeira Crise

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
24/05/2011 às 14h16 Atualizada em 24/05/2011 às 14h16
A primeira Crise

A frase “a primeira vez nunca não se esquece” é consensual para muitas pessoas marcando alguns episódios da vida. Poderia elencar exemplos tão tradicionais em nossa sociedade. Doravante, o que gostaria mesmo de saber é se algum político diria a mesma coisa para a sua primeira crise de governo. Tendo em vista que o governo Dilma enfrenta sua primeira crise com uma figurinha não tão nova no baralho. Novamente Sir Palocci está envolvido em alguma coisa, porém, a diferença agora é que não temos Lula na presidência para dar seus brilhantes comentários. Tão brilhantes ao ponto de a imprensa nem sentir sua falta.

Por outro lado, Sir Palocci passa por um momento muito difícil. Justo ele que se amiga com o silêncio, ou seja, o nosso amigo raramente tem alguma coisa para dizer. São quase cinco meses na moita. Ele que é politicamente inexpressível, sem contar que possui uma retórica composta de obviedades, por outro lado, nos parece que é amigo do grande capital também. Por conseguinte, novamente uma crise do governo do PT que é gerado pelos próprios petistas. O que quero dizer é que a oposição vive num eterno marasmo. Enquanto o Partido dos Trabalhadores vive borbulhando.

Podemos salientar um paradoxo com o fracasso na votação do Código Florestal, onde o governo conseguiu perder sozinho esse jogo – demonstrando aqui a sua fragilidade. Portanto, o governo Dilma começa a perder pra ele mesmo. São as brigas internas dentro do próprio PT que vão gerando escândalos e desgastes. Não é nenhuma novidade se parar para pensar em casos como o mensalão. Porém, essa primeira crise do governo Dilma vem muito cedo, contando que ela possui uma grande maioria. Aqui entra o que dizia no artigo da semana passada, a presidente fraca. Ou seja, o poder não se transfere, o poder se conquista. Pode-se até transferir votos.

Enquanto ao caso do ministro, que vai gerando um desgaste não só para ele como para a própria presidente; espera-se dele que venha à mídia explicar como conseguiu tal patrimônio em tão pouco tempo. Sinceramente não sei se vai ajudar muito. Ele pode vir falar sem ser questionado e tudo acabar em pizza. E tem mais! Sir Palocci só cai se o PT quiser derrubá-lo. Pois a oposição anda mal de pontaria. Sem contar que a Copa América se aproxima. Daqui a pouco a televisão só vai falar de Seleção. E Copa do Mundo. Que por sinal está preste a passar para o suplente México.

Depreendo com o pensamento que no Brasil nem montar uma estrutura para um evento esportivo – aqui no caso a Copa – temos facilidades. Somos bons mesmo é para servir pizza e pagar impostos. Escândalos políticos caem no esquecimento enquanto os escandalosos permanecem no poder. É a democracia brasileira. Que não aprende com o erro e vota no dinheiro. Mas algo de bom pode estar por vir; a presidente agir com pulsos firmes. É hora de saber como Dilma age diante os problemas domésticos. Se pudermos dizer que “a primeira vez não se esquece”, a frase mais ou menos assim: ‘crescemos na dificuldade’ pode ser útil para o governo. O qual navega solitário em seu próprio oceano.

É articulista do blog I [email protected]
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