22/06/2011 às 13h18Atualizada em 22/06/2011 às 13h25
A palavra da vez poderia ser desorientação, porém, no que remeto meu discurso eles estão bem orientados sim. Até mais do que imaginamos. Os nossos políticos não estão vivendo numa cidade chamada Capital sem nenhum horizonte. Pelo contrário, o que podemos perceber é que existem vários horizontes. Dessa forma retornamos a democracia do beneficio próprio. A onda não é agir visando voto instantâneo e sim lucrar com seus desejos. E fica a pergunta, quem vai perder com tudo isso?
Você pode esta se perguntando o porquê de tal reflexão. Escrevo hoje por causa de alguns dias atrás, onde me encontrava tomando café e assistindo um jornal televisivo. A noticia era do judiciário. Portanto, no Brasil, o legislativo anda olhando para seu umbigo e o judiciário começa a intervir em reflexões que deveriam vir de outro lado. O nosso legislativo – da parte governista – só anda sonhando com os cargos e poderes. É o clima em que o defunto foi enterrado e os herdeiros dividem os bens. Só que numa divisão nada amigável. Aqui, todos querem um cargo a mais. Até o próprio PT se encontra desorientado.
A presidente Dilma foi de certa forma tecnoburocrática na escolha do sucessor de Palocci. A nova ministra da Casa Civil só precisa fazer uma coisa... dividir o bolo que Palocci manteve na geladeira da casa do ex-presidente Lula. E por falar em Lula, ele agora vive o outro lado da moeda. Antes qualquer um ria da suas piadinhas porque era presidente da república. Hoje quando vai a Brasília é interpelado por seus próprios companheiros. Talvez os minutinhos de fama acabaram e o confinamento no Planalto da Alvorada pertence a uma mulher.
O que estranho que novamente os erros que levaram ao mensalão estão ocorrendo. Não diz que vai surgir um novo mensalão. Quero apenas salientar que os governistas cavam sua própria cova. A oposição está mais preocupada com os seus deveres de casa. Enquanto o governo é um casal que briga de janela aberta. Os vizinhos podem ouvir tudo e estão longe de interagir. Assim é a oposição brasileira no governo federal e talvez nos estaduais também. E nessa rotina em que vamos caindo, o legislativo pensa na sua democracia de seus benefícios, o executivo longe das politicagens e o judiciário começa a tentar colocar ordem na casa.
Depreendo com o pensamento que nem a população vem interagindo muito. Só vamos mesmo fazer barulho quando a economia ficar ainda mais tensa do que já está. Quando de fato perdermos a Copa. Quando revistas e jornais começarem a induzir a massa tomar uma atitude. Até lá somos aquela colônia que mantém os grandes países e ganhamos o consolo de sermos chamados de emergentes. Um país que é emergente não invade morros tomados pelo trafico visando o turismo e sim a qualidade de vida. É medíocre a ganância pelo poder. Estamos desorientados de grandes ideias e bem encaminhados de pequenos benefícios próprios. Quando olhamos para o horizonte não é apenas uma estrela que existe, e sim todo o horizonte.
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