Paciência tem limite, diz um antigo um ditado popular. No caso dos moradores da grande área da Prainha, a paciência deles com o descaso da Prefeitura chegou ao nível máximo de tolerância. Não é mais possível assistir passivamente a leniência do governo Maria. Não diante deste cenário desolador, que a cada dia aumenta o drama de parte da população santarena, que se vê obrigada a morar em comunidades carentes totalmente desprovidas de saneamento básico, rede de esgoto, asfalto, iluminação pública e coleta de lixo.
Na grande Prainha há pelo menos seis bairros com problemas gritantes por falta de infraestrutura. Com exceção do Santíssimo que é um dos mais bem estruturados bairros dessa área, os demais padecem de investimentos em todos os seus setores. Os moradores dos bairros Santana, Livramento, Uruará, São José Operário e Área Verde convivem com a indiferença administrativa do PT desde que a prefeita Maria do Carmo Martins assumiu o governo de Santarém. As pessoas contam nos dedos a quantidade de serviços feitos nestas comunidades pela Prefeitura até hoje.
Na Prainha, a maioria das ruas está intrafegável e tomadas por matos e buracos, causando inúmeros transtornos aos pedestres e motoristas. O comércio foi seriamente afetado. Muitos comerciantes perderam o pouco dinheiro que tinham. Quem possui estabelecimento comercial amarga um prejuízo incalculável, pois viu a clientela reduzir abruptamente nos últimos meses devido à precariedade das vias públicas consumidas por enormes valas e buracos, servindo apenas de depósito de lixo.
Este é o cenário desolador que diariamente bate à porta dos moradores esquecidos pela administração pública do município.
O símbolo do descaso do governo municipal com a grande área da Prainha é a avenida Dom Frederico Costa, que na semana passada foi interditada pelos moradores. O leito daquela via encontra-se em situação deplorável e sem a menor condição de tráfego. O que mais incomoda as pessoas não são os buracos e nem o matagal protuberante, mas a indiferença do governo diante deste quadro vilipendioso.
A avenida Dom Frederico Costa foi ‘construída’ ainda no governo do ex-prefeito Lira Maia, que responde na Justiça por vários processos por improbidade administrativa e desvio de recursos federais. Os serviços foram executados pela construtora Mello de Azevedo, que tocou a obra sem seguir o padrão de engenharia exigido para empreendimentos desta natureza.
Buracos se espalham por todo leito da pista
No final da semana passada, os moradores decidiram interditar parte da avenida Dom Frederico Costa, no trecho compreendido entre a rua Rouxinol e a travessa Margarida, no bairro São José Operário. Foram colocados pneus, galhos de árvores e pedras nas duas pistas, impedindo a passagem dos veículos.
Segundo o líder comunitário Mário Gomes, toda comunidade está se mobilizando no sentido de ampliar o bloqueio da avenida, que não oferece condições de tráfego para veículos e nem para os moradores, pois os buracos se ampliam por toda extensão da Dom Frederico Costa.
Em ambos os lados da pista, os buracos são predominante. Imensas valas obrigam os motoristas a utilizaram, nos pontos que ainda é possível transitar, apenas uma mão. A situação é caótica. O trecho mais crítico da avenida fica entre as avenidas Muiraquitã e Moaçara. Mas em toda extensão daquela via, da avenida Borges Leal adiante, é possível nota a total precariedade de uma das mais importantes ruas de Santarém. “Percebemos que não existe interesse do atual governo em promover melhorias nessa via. A Prefeitura usa sempre o mesmo discurso e nada faz em prol da comunidade. São só promessas, que dificilmente serão cumpridas pela atual gestão”, conclui Mário Gomes. Em contato telefônico com a assessoria de comunicação da Seminf, o blog foi informado de que a Dom Frederico Costa já está na programação da secretaria e que ela receberá serviços emergências, mas paliativos, sobretudo para torná-la transitável para os veículos. A assessoria só não informou quando esses serviços serão iniciados.