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Novo terminal fluvial serve de estacionamento privado

Novo terminal fluvial serve de estacionamento privado

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
31/07/2011 às 19h41 Atualizada em 31/07/2011 às 19h41

O mais recente exemplo do desmazelo desse governo com a coisa pública ocorre com a área do terminal hidroviário de cargas e passageiros que começou a ser erguido pela construtora Mello de Azevedo, na Prainha. Todo o espaço está sendo utilizado de forma irregular por algumas empresas particulares como ponto de embarque e desembarque de cargas, além de servir também como estacionamento de veículos pesados e carretas. 

Nem o prédio erguido para abrigar a parte administrativa do futuro porto foi poupado, já que a carga dos caminhões fica sob a estrutura protegida do sol e da chuva.

O cenário de abandono é ressaltado pela protuberância do matagal que se espalha por sobre o meio-fio e pelos arredores do prédio administrativo. A pavimentação das ruas de acesso ao terminal certamente precisará ser refeita, já que em alguns trechos devido o peso das carretas, o asfalto cedeu. Ainda há muita coisa a ser feita até que o resultado final se assemelhe ao projeto original, que prevê ainda a construção de rampa de acesso dos passageiros, os flutuantes para a atracação das embarcações, além de outros itens inerentes à obra. 

A previsão de entrega da primeira etapa do terminal hidroviário era o mês de junho passado, o que não ocorreu e dificilmente ocorrerá pelos próximos meses, já não há uma data definida sobre quando os trabalhos serão reiniciados.

Mesmo sem ter sido concluído, o novo terminal de cargas e passageiros já está sendo devidamente utilizado. E, é bem provável que ele continue sendo operado irregularmente por um longo período, já que a leniência desse governo contribui para o estado de abandono que assola Santarém nos últimos anos.

Prefeitura não tem autoridade para proibir uso da área
"A permanência de carretas na área do novo terminal hidroviário será tolerável, por enquanto, pois a Prefeitura não tem autoridade para impedir o uso do local pelas empresas particulares". A afirmação é do secretário de Planejamento, Everaldo Martins, ao ser questionado pelo QP, na tarde da última quarta-feira (27), sobre a ocupação indevida por caminhões de firmas privadas que operam com cargas pesadas naquela área portuária, do espaço onde está sendo construído o porto fluvial de Santarém. 

O flagrante feito pelo blog mostra que os veículos estão utilizando o local como estacionamento particular e também como ponto de embarque e desembarque de cargas. Todos os dias, o fluxo de veículos é intenso. Segundo apurou o blog com os motoristas dos caminhões, os responsáveis pelas empresas que operam neste segmento afirmam que a Prefeitura tem conhecimento da presença das carretas no local.

Everaldo Martins ficou bastante irritado com o questionamento feito sobre a utilização da área do terminal de forma indevida. Ele afirmou que a angústia pela situação obra é meramente política e eleitoreira. O secretário atribuiu ao ex-prefeito Lira Maia, a culpa pela situação caótica do setor portuário do município. Tentando mudar o foco do assunto, o irmão da prefeita esbravejou dizendo que Santarém passou 500 anos sem uma obra desta envergadura cuja promessa é a ordenação portuária de toda orla da cidade. "No governo do ex-prefeito, ele montou um porto privado e as pessoas pagavam para utilizá-lo. Por conta disso, responde a vários processos na Justiça. A turma que apoia o ex-prefeito é a mesma que faz oposição junto a uma obra que está aprovada pelo Programa de Aceleração do Crescimento e que tornará o setor mais eficiente, evitando os transtornos causados pelo porto da praça Tiradentes deixado pelo ex-prefeito!", esbravejou Everaldo.

Sobre a demora na conclusão da obra, o secretário disse que devido à enchente, os serviços foram suspensos. O projeto terá que passar por novas adequações junto ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), para que os trabalhos voltem à etapa atual.

Orçado em R$ 16 milhões, a obra já utilizou R$ 4 milhões dos recursos disponíveis e, segundo o secretário, ainda tem mais 45% da verba para ser aplicada na construção do terminal hidroviário.
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