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Criação do Tapajós vai aquecer construção civil

Criação do Tapajós vai aquecer construção civil

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
02/08/2011 às 13h34 Atualizada em 02/08/2011 às 13h34

Santarém, alçada à condição de capital, certamente abrigará os grandes empreendimentos, pois será necessária a construção de novos prédios para sediar futuros órgãos públicos estaduais. “Estamos confiantes com este processo. O clima é favorável à criação dos novos estados, pois nunca houve uma mobilização tão intensa como a que ocorre neste momento. Portanto, a construção civil será um dos setores que certamente será alavancado com inúmeras obras. Não temos dúvidas de que o futuro Estado será bom para todos nós”, observou José Santana.

Na oportunidade, o sindicalista informou que no primeiro semestre foi bom para a construção civil, que registrou índices consideráveis de oferta de empregos. Apesar do bom momento, ele lamenta que as oportunidades surgidas ainda não atendam as expectativas da categoria, pois a maioria das vagas é direcionada para o trabalhador avulso, ou seja, sem carteira assinada. 
“Houve um aumento significativo na oferta de trabalho, mas muitas das oportunidades oferecidas pelo mercado são voltadas para o operário sem carteira, que no fim da obra não recebe seus benefícios garantidos por lei. Isso ainda é lamentável, pois falta mais conscientização dos empregadores, que por economia não assinam a carteira dos trabalhadores avulsos”, lamentou Santana.

Belo Monte – O presidente do sindicato informou ainda que viajará nos próximos dias para o município de Altamira, onde lá pretende reunir com os representantes do consórcio Belo Monte e também com os dirigentes do sindicato da categoria naquela região. O objetivo dessa visita é buscar informações sobre a possibilidade de aquele empreendimento absorver mão de obra santarena, pois até agora nenhum trabalhador do município foi chamado para integrar essa primeira fase da obra de construção da hidrelétrica de Belo Monte. “Não temos dúvida que Santarém será contemplada, mas precisamos acelerar esse processo, pois aqui temos muitos operários também”, finalizou.


Sindicalista contesta declarações de presidente de federação

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil de Santarém José Santana está um pote até aqui com o presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e das Imobiliárias dos Estados do Pará e Amapá, Agnaldo Alcântara, que no último dia 21 de julho, deu uma declaração a um jornal da capital do Estado a respeito da divisão do Pará, posicionando-se contrário à criação do Estado do Tapajós mais especificamente.

O motivo da indignação de Santana com o colega sindicalista deve-se ao fato de ele ter feito tal declaração em nome da federação e não no seu próprio, ou seja, ele criou um mal estar generalizado entre os demais filiados à Federação. José Santana foi um dos que recebeu a declaração de Alcântara como uma afronta e um desrespeito com a classe que participa diretamente da luta pela criação das novas unidades federativas na região Oeste do Pará e também na região de Carajás. “Foi uma declaração infeliz e até irresponsável, pois a federação não pertence ao senhor Agnaldo Alcântara”, disse José Santana, que é amigo do presidente da Federação.

O desconforto criado por Alcântara precisa ser logo desfeito, pois sua afirmação ecoou de forma consistente em todo o Estado e animou aqueles que são contra o fatiamento do Pará, já que a entidade por ele presidida tem respaldo entre diversos segmentos da sociedade paraense e, no atual momento pelo qual passa o Pará com a mobilização das regiões pela criação dos novos estados, qualquer ajuda é bem vida. Se conseguir o apoio dos trabalhadores da construção civil, pensam os antiseparatistas, vão agregar milhares de eleitores a seu favor, pois o setor é responsável por um número expressivo de pessoas das classes populares e faixas etárias diversas.

E é por isso que a declaração de Agnaldo Alcântara está incomodando tanto os dirigentes dos sindicatos filiados à federação. A maioria dos representantes dessas entidades é a favor da criação dos novos estados. “Ele teve a audácia de dizer que é contrário e usou o nome da federação. Ele não deveria ter feito isso. Primeiro porque ele não reuniu o conselho para tomar uma decisão em nome da entidade. Segundo, que na nossa região, existem oito sindicatos que fazem parte da federação, mas que são a favor do Estado do Tapajós”, disse Santana, ressaltando que repudia a atitude do presidente e exige que ele se retrate publicamente, revendo seu posicionamento como sindicalista, que em 2001, também se posicionou contra a divisão do Pará em nome da federação.
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