Por: Redação / Web Amazônia
13/09/2011 às 22h44 Atualizada em 13/09/2011 às 22h58
O fato ocorreu no Pavilhão B da penitenciária de Cucurunã, em 17 de julho de 2005, quando o grupo de detentos matou as vítimas com várias estocadas pelo corpo todo. Este foi o 85º júri da Vara Especializada do Tribunal do Júri, em dois anos de atuação.
A exemplo do que ocorreu com os outros 7 detentos, Denis também foi condenado a 40 anos, na soma das penas de dois homicídios duplamente qualificados e formação de quadrilha.
Seis réus (Aldir dos Santos Sousa, José Ribamar Correa Farias, Raimundo Erison Oliveira dos Santos, Raimundo Celineudo de Assis Silva, Damião Romano Mendes, Geovan de Jesus Coutinho) já haviam sido julgados em junho do ano passado num dos júris mais longos da história de Santarém (com três dias de duração) e pegaram, em média, a mesma pena.
Faltavam dois réus, que encontravam-se foragidos. Em novembro, foi a vez de Albertino dos Santos Bentes ser condenado à revelia, o que também ocorreu nesta terça, com Denis.
A pena foi dada pelo juiz Gérson Marra Gomes, após os jurados acatarem a tese do promotor Rodrigo Aquino e condenarem o réu. O defensor público Daniel Archer França manteve a tese de negativa de autoria, sustentada durante o processo pelo réu e pediu sua absolvição, mas não conseguiu convencer os jurados.
A morte dos dois detentos aconteceu com requintes de crueldade, como relatou a única testemunha na sessão de hoje, o coronel reformado da PM, Valter Martins, diretor da penitenciária, que à época dos fatos também dirigia aquela unidade prisional. Segundo ele, Julciney havia sido abusado sexualmente por alguns dos réus na noite anterior ao crime e ameaçava levar o caso à direção da penitenciária.
Os oito detentos armaram uma cilada e o mataram à estocadas, fazendo o mesmo com seu colega de cela Néris Fernandes, que havia testemunhado tudo. Depois de mortos, os dois presos foram arrastados pelo pavilhão e expostos como troféus para os presos do pavilhão A, na disputa por poder dentro da cadeia.
O Tribunal do Júri volta a se reunir na próxima terça-feira (20/09), quando serão julgados mais dois réus foragidos: Edson Luiz Pimentel Tapajós e Francisco José Rebelo de Araújo. Os dois são acusados de matar Gilberto Castro, em 1996. Jota Ninos - Analista Jurídico e Jornalista