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Matemática política

Matemática política

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
26/09/2011 às 10h32 Atualizada em 26/09/2011 às 12h26
Matemática política
Assim como dois e dois são quatro, a presidente Dilma esquenta a cadeira para o ex-presidente Lula. E nesses próximos mil dias haverá muito ministro para trocar. Isto porque ela já é a presidente que mais exonerou ministro em menos de um ano de governo. Demissões estas que começaram com denuncias da imprensa e depois de dias os ministros pedem para sair. O sucessor elogia o antecessor e dependendo do padrinho político o elogio se torna intenso. Sem contar que o PMDB vive com medo de perder a pasta. Logo faz a substituição do seis pelo meia dúzia em questão de segundos. Por fim, a sensação que fica é a presidente fazendo à limpa. No entanto, é o partido que teme a saída do ministério.

Ao olharmos para a nossa oposição ela vem fazendo um cálculo. As contas de quando a crise internacional vai derrubar o Brasil. Realmente a nossa oposição só consegue fazer isto; ela não consegue fazer oposição. Ela espera que a crise internacional venha fazer um caos no país, como gerando desemprego e colocando em xeque o projeto social do PT. Afinal, a questão social é posta como a obra mais importante dos governistas. Enquanto no senado a oposição hiberna. Às vezes estou assistindo os senadores falarem, e vejo Pedro Simon e Cia limitada dentro de uma crise ideológica. Batem contra o fisiologismo partidário, contra a corrupção, mas não assumem claramente uma posição oposicionista. Só o que conseguem é elogiar a presidente Dilma em relação ao combate a corrupção.
Tudo bem, a grande maioria dos brasileiros podem esta pensando que fazer oposição é ir contra o país. A nossa cultura e história comprova essa realidade. Ao menos foi enquanto o PT não havia chegado ao governo, se for pensar num exemplo clássico. Doravante, hoje tem partidos de pequena expressão e da ala esquerda fazendo e motivando greve só para ir contra o governo. Só para tumultuar a administração da Dilma. O engraçado que partidos como o PSTU diante das eleições presidenciais não fedem e nem cheiram. Porém, suscitam paralisações e com reivindicações inexpressivas. Ressuscitam o termo trabalhador e enterram a estabilidade da sociedade. No fundo penso que a oposição da esquerda faz uma matemática política de solução paralisadora; enquanto a oposição da direita faz uma matemática política de solução adivinhadora – que no futuro surgirá um apocalipse.
Depreendendo com a certeza que vivemos num ambiente despolitizado. Com a figura do ex-presidente Lula cimentando as alianças políticas e empresariais. Afinal, é do feitio lulista uma heterogeneidade que vai do Paulo Maluf ao MST. Por fim, compete ao governo mostrar uma taxa de crescimento aos diversos setores sociais, dizer que a inflação esta dentro do previsto e se sentirem os salvadores da pátria. Porque essa missão de controlar a taxa de crescimento dos setores sociais transforma-se no grande inimigo do governo, e não a oposição. Contudo, o ex-presidente Lula vai encaminhando o seu retorno em 2014, principalmente se colocar o PT na prefeitura de São Paulo; e o ex-presidente Fernando Henrique vai trabalhando para deixar bem o seu retrato na história. E a oposição sem saber o que falar e falando para não ouvir.

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