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Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
18/10/2011 às 10h29 Atualizada em 18/10/2011 às 10h29
José de Souza Júnior*
Nunca antes na história deste país um presidente precisou tanto mudar de ministros no primeiro ano de seu governo, como também não encarou tantas greves pelo Brasil a fora. É bom lembrar que o que não foi privatizado está parado ou ficou parado. Esse povo que entra de greve é puramente mesquinho. Reivindica seus direitos pela causa nobre dos trabalhadores e acabam defendendo apenas suas categorias. O simples e humilde trabalhador da construção civil não ganha com as greves públicas. O simples e humilde trabalhador do setor privado também não é beneficiado. Ao contrário, ele é prejudicado com essas paralisações. Aos grevistas fica o alerta: A população começa a sofrer desgastes com a vossa greve. Os grevistas sempre caminharam com a parcela oposicionista e que queriam ver um Brasil diferente. Hoje, suas manifestações são meramente paralisatórias. São de partidos inexpressíveis, que querem salvar o mundo.

Essa questão de agir na oposição, de querer barrar o governo vem sendo o único suspiro de quem está fora da máquina. Alguns torcem pela catástrofe econômica pelo mundo a fora para que o Brasil venha sofrer junto, e com isso tenha oportunidade de voltar ao poder prometendo dias melhores. Outros preferem parar de trabalhar. Concursado é para servir a União e não atrapalhar a civilização. Por fim, uma outra parcela da oposição fica na torcida dos escândalos. Ou seja, ficam rezando para que a mídia derrube mais um político. 
Doravante, esses ministros que vem caindo no governo Dilma são os indicados de Lula. Puramente a herança maldita. O presidente Lula não construiu um sucessor, e sim um governo reserva. E esse governo reserva vive no limite e no conflito entre si. Os atritos não estão sendo fáceis de moldar.

Enquanto digito esse artigo - não sei o que vai acontecer com o ministro dos Esportes – ele ainda é ministro. Contudo, o tema corrupção ficou muito delicado. Em qualquer momento estamos acompanhando manifestações contra corrupção. E por ser o tema da vez ou da moda, a corrupção torna-se viril para qualquer político. Até mesmo, numa suposição, sem alguém para gritar que a presidente é corrupta fica difícil para ela provar o contrário. O senhor Orlando Silva pode ser inocente e estar vivendo uma calúnia. Porém, aqui é o Brasil. Então ser político e inocente é improvável. Além do mais que a pasta dos esportes é a menina de ouro do governo. Com a Copa e as Olimpíadas esse ministério torna-se mais importante que a Casa Civil – se é que ainda existe.
 
Depreendo que a situação de Orlando Silva pode ter o mesmo desfecho. O diferencial que o seu partido poderá não sustentar a pasta. Diferentemente do PMDB que faz troca de seis por meia dúzia no período de vinte e quatro horas. E digo mais, o Kassab tem uma grande oportunidade de findar seu partido e entrar de vez no governo federal. Basta falar ao presidente Lula que ele dá a prefeitura de São Paulo pelo Ministério dos Esportes, que fica com o PSD sobre os olhares de Henrique Meirelles. Enquanto isso, o PC do B se encarrega de mais uma greve e a revista Veja de fazer a próxima vítima.

*É articulista do blog
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