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Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
31/10/2011 às 10h01 Atualizada em 31/10/2011 às 10h01
José de Souza Júnior* 

O ciclo político que vivemos talvez esteja com alguma doença, e doença genética, ou ainda, é completamente maquiavélico em suas ações. Porque vive liberado para temporada de corrupção. Na filosofia política de Maquiavel o que importa é o poder. O político, segundo o filósofo, tem que lutar para chegar ao poder e continuar lutando para permanecer no poder. E na América Latina que possui toda uma peculiaridade política possui uma trajetória bem distinta. Digo ao remeter o pensamento europeu. Aqui temos o nosso populismo. No Brasil, o populismo começou lá no início do século passado, antes mesmo de Getúlio Vargas. E sendo aperfeiçoado com o próprio Getúlio Vargas. O populismo ainda existe dentro da política. Mas por quê? Será que não temos cidadania? A população é acomodada? Os eleitores vêem o tema político com desprezo? Ou temos necessidade de um pai dos pobres?

A figura do político brasileiro deixou de ser de um doutor em muitas partes do país. Hoje os doutores estão esquecidos no anonimato. Um Tiririca que leva mais de um milhão de votos apresenta a verdadeira identidade de qual candidato precisamos. A identidade de ser um ex-jogador ou artista, sobretudo falidos. Aos partidos, o exemplo Tiririca puxa votos. Ao Congresso, o exemplo Tiririca puxa o silêncio da ignorância parlamentar. Aos eleitores, felizes no primeiro momento (da eleição) de fazer parte da massa votante no mesmo nome, e nostálgicos no segundo momento – a existência do mandato niilista por alguém não capacitado para tal função de representação democrática.

Ao levar em consideração o pensamento de Maquiavel, a leitura política teórica descreve grandes atos para manter a popularidade eleitoral. O Hugo Chaves com o câncer levou a sensibilidade eleitoral e o pensamento de uma futura reeleição. Com Mario Covas, José Alencar e até mesmo Dilma Rousseff – a quem diga que Dilma não esteve doente –, a doença não foi tão mal assim. A doença comoveu a população. Sobretudo o discurso de que foi curado e irá dar a volta por cima. Por outro lado, o presidente Lula que de seguidas derrotas eleitorais e seguida reeleição, não possui mais a vontade de vencer o impossível. Agora é imbatível. Com o câncer que nem a ciência é capaz, o simples sindicalista vai conseguir tal façanha.

Depreendo que a primeira vitória do presidente Lula será a conquista da prefeitura de São Paulo em 2012. Contudo, a prefeitura da capital do maior estado do país costuma eleger figuras bizarras e partidos diversificados. O governo do estado pode ser conservador (PSDB desde o retorno da democracia), e a prefeitura bem eclética. Os candidatos para 2012 são nomes de pesos. Nada melhor que uma sensibilização. Por fim, o fato de colocar o PT na prefeitura de São Paulo não será nenhum grande desafio para o presidente Lula, poderá haver pedras nesse caminho político; assim como o presidente Lula ser eleito em 2014. Agora colocar o PT no governo de São Paulo, isso sim é impossível para ele. Talvez, quem sabe, uma ressurreição de Lula dê aparatos suficientes para o PT governar o estado de São Paulo.

É articulista do blog 
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