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Campanha do plebiscito une adversários políticos históricos no Pará

Campanha do plebiscito une adversários políticos históricos no Pará

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
09/12/2011 às 09h58 Atualizada em 09/12/2011 às 09h58
Para o cientista político e professor da UFPA (Universidade Federal do Pará), Roberto Corrêa, a união de lideranças de lados opostos acontece porque os políticos estão em busca de mais poder.

“Eles estão unidos agora, mas estarão divididos depois. Com a divisão, eles têm condições de subir a cargos e adquirirem mais poder. Por isso que líderes regionais se unem, independente de diferenças políticas e históricas. Um político sabe que o 'custo' da cadeira vai baixar, e ele vais precisar de menos voto para se eleger”, disse o professor.

O Estado da região norte decide no próximo dia 11 de dezembro se vai se dividir, dando lugar aos Estados de Carajás (sudeste) e Tapajós (oeste).

Na região do Tapajós, o PT e DEM estão juntos pela independência. Foi o que se viu, por exemplo, nos bastidores dos debates de TV anteriores ao plebiscito com a petista Maria do Carmo, prefeita de Santarém, ao lado do deputado federal pelo DEM Lira Maia.

“Isso mostra nossa maturidade política. Temos que esquecer a rivalidade histórica por um objetivo comum. Brigar agora só prejudicaria nosso objetivo”, afirmou a prefeita.

O vereador santareno pelo PSB Reginaldo Campos se autodenomina “o lobista do Tapajós” após 17 anos visitando os corredores do Congresso Nacional para que o projeto de lei do plebiscito andasse. “Para sairmos do isolamento, a esquerda e a direita estão unidas. Nosso objetivo é pluripartidário”, declara o vereador.

Já na região do Carajás, há ainda uma resistência por parte das organizações sociais. “Tirando esse pessoal do PSOL e da chamada nova esquerda, todos os outros partidos estão a favor da divisão na região”, crava Agenor Garcia, ativista da Frente Pró-Carajás.
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