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Juruti assina Termo de Compromisso e cria fundo de investimentos sustentáveis

Juruti assina Termo de Compromisso e cria fundo de investimentos sustentáveis

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
13/12/2011 às 15h48 Atualizada em 13/12/2011 às 15h48
Juruti assina Termo de Compromisso e cria fundo de investimentos sustentáveis

“O Funjus é fruto de um projeto piloto que deu certo, onde conseguimos obter resultados expressivos trabalhando diretamente com a comunidade para a criação do Fundo; podemos fazer com que o município possa se desenvolver mais e tenha capacidade de geração de renda” destacou Muanis. 

Essa fase do projeto eleva o fundo piloto a um fundo semi-patrimonial, e será viabilizada com novo aporte da Alcoa, no valor no total de R$ 4 milhões durante três anos. Com isso, o Fundo Juruti Sustentável poderá administrar, aplicar e captar recursos de novos investidores.


O Fundo Juruti Sustentável integra a estratégia do Modelo Juruti Sustentável juntamente com o Conselho Juruti Sustentável (Conjus), um fórum que reúne 15 representantes de diferentes grupos sociais para debater e buscar soluções aos problemas da cidade; e os Indicadores de Sustentabilidade, metodologia pioneira desenvolvida pela Fundação Getulio Vargas para acompanhar a evolução da cidade e nortear discussões e decisões pelo desenvolvimento local. O Funjus é o instrumento financeiro incentivado pelo Modelo Juruti Sustentável para custear projetos de desenvolvimento local protagonizados pelos próprios jurutienses.

O ponto alto da noite foi a assinatura do Termo de Compromisso entre a Alcoa representada por Fábio Abdala, o poder público com Crhystian Rezende, secretário municipal de governo e a sociedade civil através de Lucemir Batista, membro do Funjus. A meta é garantir o fortalecimento da capacidade produtiva de Juruti com geração de renda (capital econômico), principalmente dando apoio às instituições locais e seguindo um plano de desenvolvimento de longo prazo. De acordo com Fábio Abdala, o fundo irá apoiar as esferas sociais e ambientais, seja por meio de parcerias públicas ou privadas, além de promover iniciativas nas áreas de educação, saúde, infraestrutura, e segurança: “O fundo é um meio de mobilização desses instrumentos, e seguindo essa visão podemos construir parcerias em assistência técnica, cursos, seminários e outras atividades, tudo isso de forma duradoura. Acredito na idéia de que o sustentável e o durável se equivalem”, avaliou.

O Funjus iniciou operações em 2009, com R$ 2 milhões doados pela Alcoa, e já apresenta resultados promissores, tais como: R$ 519 mil de recursos repassados a 21 projetos, nas seguintes áreas: 14 capital econômico, 2 capital ambiental e 5 capital social. O foco de atuação direta do fundo semi-patrimonial será o fortalecimento da capacidade produtiva do município com geração de renda (capital econômico), apoiando primordialmente as instituições locais e seguindo um plano de desenvolvimento de longo prazo. Vale ressaltar que o capital investido ao longo do tempo, os rendimentos e parte do capital principal serão utilizados respeitando-se limites anuais para preservar no Fundo o capital suficiente para sua continuidade. Para oGerente Geral da Alcoa Mina de Bauxita de Juruti, Evandro Rolim, com a criação do fundo semi-patrimonial, muitas melhorias irão ocorrer dentro do município, a começar pelo fato de que a cidade atrairá novos investimentos. “Aqui vai ser abrir uma gama de oportunidades, benefícios para a população, oportunidades de emprego, mais investimentos na educação. Pra tudo isso acontecer, temos que ter muita dedicação e trabalhar arduamente, muita perseverança, eu vejo Juruti daqui a vinte anos em outro patamar de desenvolvimento, temos que manter a chama acesa”, concluiu Rolim.

Para o encerramento do evento, os coordenadores do Conselho Juruti Sustentável (Conjus) Gustavo Hamoy e Francisco Oliveira apresentaram os resultados obtidos em 2011 e a proposta de atuação para 2012. O Conjus avalia esse atual momento pelo qual Juruti está passando de uma maneira positiva em relação ao ano passado, pois houve um avanço significativo nas acões do Conselho, de acordo com Iran Batista, conselheiro do Conjus: ”estamos com uma visão diferenciada, buscando sempre o aprimoramento das nossas atividades e para 2012 teremos uma meta definida, prontos para cumprir a tarefa que nos aguarda”.

Quem é quem

O Fundo Brasileiro para a Biodiversidade, Funbio, é uma associação civil sem fins
lucrativos, criada em 1995, com a proposta de ser um mecanismo financeiro inovador e o compromisso de desenvolver estratégias para contribuir na implementação da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) no Brasil. A missão do Funbio é aportar recursos estratégicos para a conservação da biodiversidade. Atualmente, o Funbio trabalha no desenho e gestão de mecanismos financeiros; na seleção e gerenciamento de projetos; compras e contratações para projetos ambientais; e na articulação de atores em redes nacionais e internacionais.

Estas experiências demonstraram que o desafio de controlar e reverter o ritmo acelerado da destruição ambiental exige ações integradas, capazes de aumentar a escala das iniciativas de uso sustentável da biodiversidade. Para isso o Funbio atua ligando grandes doadores nacionais e internacionais a projetos dos mais diversos tamanhos e escopos, visando alcançar expressivos resultados de conservação, desenvolvimento social e investimento financeiro.

A Alcoa Alumínio S.A. é subsidiária da Alcoa Inc., líder mundial na produção de alumínio primário, alumínio transformado e alumina. Com atuação em 31 países, a Alcoa Inc. possui 59 mil funcionários e integra pela décima vez consecutiva o Índice Dow Jones de Sustentabilidade. Presente na América Latina e Caribe desde o final da década de 50, a Alcoa conta com cerca de sete mil funcionários na região e possui operações no Brasil, Jamaica e Suriname. No Brasil a Companhia atua em toda a cadeia produtiva do alumínio, desde a mineração da bauxita até a produção de transformados. A Alcoa possui sete unidades produtivas e três escritórios distribuídos no Maranhão, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Santa Catarina, São Paulo e Distrito Federal. A empresa possui ainda participação acionária em quatro usinas hidrelétricas: Machadinho e Barra Grande na divisa dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul; Serra do Facão em Goiás; e Estreito, entre o Maranhão e Tocantins

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