Miniempresa forma primeira turma de estudantes em Juruti
Miniempresa forma primeira turma de estudantes em Juruti
Por: Redação / Web Amazônia
01/02/2012 às 16h43Atualizada em 01/02/2012 às 16h43
A primeira turma de estudantes da Miniempresa em Juruti teve sua formatura oficial no último dia 1º de fevereiro. Nos seis meses de aprendizado, os jovens criaram a empresa Alumini, e iniciaram seu empreendimento desde a captação de recursos com a venda de ações.
Para o estudante Welinton Lima, de 16 anos, eleito presidente da Alumini, as lições aprendidas na Miniempresa ultrapassam as fronteiras da vida profissional. “A empresa não influencia apenas quando estamos nela. Quando vamos para casa ou para qualquer outro lugar, aquilo que nós aprendemos aqui, levamos para o dia a dia com nossos familiares e amigos, para os negócios da nossa família. O programa nos permite crescer em conhecimento e também ajudar outras pessoas”, diz.
A miniempresa rendeu excelentes resultados. Bateu recordes de produção e superou metas. Ao iniciar a produção, já batiam a primeira meta estipulada: em vez de produzir 900 cruzetas, a produção foi fechada em 1201. “A meta de ontem é passado e a de amanhã tem que ultrapassar as jornadas anteriores. Trabalhar em equipe é um dos principais objetivos a ser enfrentados”, diz a estudante Laura Gusmão, de 16 anos, eleita presidente de marketing da Alumini.
Na hora da venda, o estoque inteiro foi rapidamente escoado, pagando o investimento e ainda gerando lucro. Mas o principal resultado foi o aprendizado e a mudança que se operou nos estudantes. “Observamos nas primeiras jornadas que alguns eram mais retraídos, outros nem tanto. Com o tempo, percebemos que eram jovens em busca de conhecimento e vontade de aprender a ser alguém com diferencial, tornando-se alunos aplicados. Eles foram aos poucos superando os desafios para fazer acontecer”, afirma a coordenadora do projeto, Anne Alamar, Relações Comunitárias da Alcoa Mina de Bauxita de Juruti.
Todo o processo aconteceu sob o olhar atento do time de conselheiros – profissionais voluntários da Alcoa Juruti que orientaram os estudantes nas áreas de Marketing, Finanças, Recursos Humanos e Produção. “A intenção não é criar gestores, mas desenvolver os talentos naturais desses adolescentes. No decorrer do programa é revelado alguém que tem habilidades indispensáveis para a produção, ou quem tenha talento nato nas vendas, ou saiba manter as finanças sob controle. Trata-se de permitir que eles descubram, desenvolvam e apliquem seus talentos naturalmente”, diz o diretor de Saúde, Segurança, Meio Ambiente e Sustentabilidade da Alcoa, Nilson Souza, que já participou como conselheiro em outras edições do Programa, realizado há mais de vinte anos dentro das operações da Alcoa América Latina e Caribe.
A gerente de Sustentabilidade e Assuntos Institucionais, Juana Galvão, conta que o programa também auxilia os estudantes a enxergarem suas possibilidades de carreira com outros olhos. “Eles passam a ter outra visão da vida profissional, a entender a realidade do mercado, e isso os ajuda inclusive a decidir o que querem fazer daqui pra frente”, declara.
Stephania de Azevedo Amorim Temple Comunicação
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