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O poeta não morreu...

O poeta não morreu...

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
27/03/2012 às 01h25 Atualizada em 27/03/2012 às 01h25

O líder da Legião Urbana nasceu no dia 27 de março de 1960. Morreu jovem, como tantos outros gênios de sua geração, aos 36 anos vitimado pela aids, em 1996. 

A grandeza da Legião Urbana confunde-se com o caráter icônico em torno da imagem de Renato Russo, que exerceu o verdadeiro papel de porta-voz para com a juventude de toda uma geração. Em razão de uma habilidade incomum em lidar com temas juvenis, Renato Russo, através de sua obra, será eternamente um poeta, um guru e um mentor intelectual para a juventude brasileira que cultiva o apreço pelo pop rock feito no país. Através de poesia ácida, ele redigiu versos que chamam a atenção até hoje.

O poeta se foi, mas ficou sua obra. E que obra!

A Legião Urbana ficou na ativa por 14 anos, lançou um total de 13 discos e vendeu mais de 20 milhões de cópias. O trabalho solo de Renato rendeu quatro álbuns, sendo que dois deles foram lançados de maneira póstuma. Sua arte deixa como principal característica a escrita capaz de denunciar uma sociedade traiçoeira, competitiva e sem propostas para o futuro. Neste sentido, conclui-se que a obra do cantor e compositor, assim como de sua banda, a Legião Urbana, permanecerá como referência no cenário do rock nacional. 



Renato Russo vive!

L`avventura

Quando não há compaixão
Ou mesmo um gesto de ajuda
O que pensar da vida
E daqueles que sabemos que amamos?
Quem pensa por si mesmo é livre
E ser livre é coisa muito séria
Não se pode fechar os olhos
Não se pode olhar pra trás
Sem se aprender alguma coisa
pro futuro
Corri pro esconderijo e olhei pela janela
O sol é um só mas, quem sabe, são duas manhãs
Não precisa vir se não for pra ficar
Pelo menos uma noite e três semanas
Nada é fácil, nada é certo
Não façamos do amor algo desonesto
Quero ser prudente e sempre ser correto
Quero ser constante e sempre tentar ser
sincero
E queremos fugir
Mas ficamos sempre sem saber
Seu olhar não conta mais histórias
Não brota o fruto e nem a flor
E nem o céu é belo e prateado
E o que eu era eu não sou mais
E não tenho nada pra lembrar
Triste coisa é querer bem
A quem não sabe perdoar
Acho que sempre lhe amarei
Só que não lhe quero mais
Não é desejo, nem é saudade
Sinceramente, nem é verdade
E eu sei porque você fugiu
Mas não consigo entender
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