Por: Redação / Web Amazônia
26/06/2012 às 11h04 Atualizada em 26/06/2012 às 11h04
Ao longo da formação acadêmica, os formandos passaram por diversas etapas. Nos quatro primeiros anos desenvolveram a parte teórica do curso, conhecida como "Tutoria", tiveram aulas no Laboratório Morfo-Funcional, conheceram a realidade do Sistema Único de Saúde (SUS), entre outras atividades. Nos dois últimos anos fizeram parte do Internato, onde atuaram nos hospitais junto às áreas de Urgência, Emergência, Pediatria, Ginecologia, entre outras.
A proposta da Uepa é formar um médico que vivencie as diferentes especialidades médicas. Para isso, em Santarém, a formação acontece na grande escola, que é o SUS, e conta com parcerias com o Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA) Dr. Waldemar Penna, que em 2011 tornou-se polo de Residência Médica e Hospital de Ensino; com a Unidade de Ensino e Assistência em Saúde do Baixo Amazonas (Ueasba), gerenciada pela própria universidade; além das firmadas com o município, por meio das Unidades Básicas de Saúde e do Pronto Socorro Municipal.
Entretanto, o grande desafio de todos e também a maior preocupação do Governo do Estado, é manter os médicos na região do Tapajós depois de formados. Frente a isso, em 2012, a Uepa e entidades parceiras ofertaram vagas, pela primeira vez, para Residência Médica no oeste do Pará. Já estão em funcionamento nas áreas de Ortopedia, Cirurgia Geral e Saúde da Família. Assim, os concluintes poderão optar por fazer sua especialização médica na região, não precisando ter que ir para outros estados completar sua formação.
Hoje, a Uepa conta com 180 alunos cursando regularmente a graduação, no Campus XII. No próximo semestre, a graduação chega ao município de Marabá, que também será polo formador da área da saúde. “Não há como negligenciar a importância de Marabá e de toda a região no cenário social e econômico do Estado. É onde há maior fluxo de processos migratórios atraídos pela perspectiva de empregabilidade e desenvolvimento. Isso gera uma maior demanda de serviços de saúde e profissionais qualificados. O polo que está sendo criado ultrapassou a urgência, como chamamos no jargão da saúde, pois envolve não só os serviços, mas também a formação de profissionais na graduação e residências”, explica a reitora Marília Brasil.
Vinte milhões de reais estão previstos na Agenda Mínima do Governo do Estado para implantação do polo de saúde em Marabá, além do orçamento previsto para a Uepa. A universidade também já elaborou o projeto arquitetônico, o projeto de qualificação dos profissionais locais que serão futuros docentes e o projeto político pedagógico do curso. A Secretaria Estadual de Obras Públicas (Seop) executará a obra. Este ano será realizada, então, a obra física e a qualificação dos docentes, com a previsão de implantação do curso em janeiro e início de aulas em agosto de 2013. (Ag. Pará)