Uma criança de 11 meses internada em Rio Branco, no Acre, apresentou uma leve melhora clínica, mas continua em estado grave, intubada e sob cuidados intensivos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O último exame deu negativo para sarampo, mas a menina ainda enfrenta complicações de um traumatismo cranioencefálico (TCE) provocado por uma queda de uma maca durante uma internação em um hospital no Peru, segundo a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre).
De acordo com a pasta, a equipe médica reduziu a dose dos medicamentos utilizados para manter a pressão arterial. Apesar da melhora em alguns parâmetros clínicos, a criança continua precisando de medicamentos para estabilizar os batimentos cardíacos e a pressão arterial. Ela também apresentou complicações renais associadas ao tratamento.
“A criança não está mais com sarampo, porém o quadro dela ainda segue grave, estável. Houve uma discreta melhora dos parâmetros, porém ela ainda segue em uso de droga vasoativa para manter os parâmetros de batimento cardíaco, de pressão. Ela teve uma complicação renal por conta dos medicamentos e teve uma ligeira melhora”, informou Suane Souza, diretora de Atenção Primária e Vigilância em Saúde e Ambiente da Sesacre.
A criança e a mãe são moradoras de Puerto Maldonado, no Peru. Os dois casos de sarampo foram confirmados no início de outubro, após atendimentos médicos em Rio Branco.
Segundo a Secretaria de Saúde, a menina já havia entrado no Brasil com diagnóstico de sarampo e traumatismo cranioencefálico. Mesmo com o resultado negativo para o vírus, ela permanece internada devido à gravidade das complicações clínicas.
A mãe da criança já recebeu alta médica.
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida pelo ar. A vacinação é a principal forma de prevenção e ajuda a reduzir o risco de complicações graves.
No Acre, mais de 34 mil doses de vacinas contra a doença foram aplicadas entre janeiro e setembro deste ano. Durante uma mobilização pelo Dia Nacional da Vacinação, no último sábado, a Prefeitura de Rio Branco aplicou 1.745 doses de diferentes imunizantes. Desse total, 472 foram doses da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola.
Segundo a Sesacre, não houve transmissão em cadeia do sarampo após a identificação dos casos. A Secretaria atribui o resultado às medidas de prevenção e à imunização da população.
A orientação é que pais e responsáveis confiram a caderneta de vacinação e procurem uma unidade de saúde para verificar se há doses pendentes.
A vacinação é considerada a principal medida para prevenir novos casos e reduzir o risco de complicações provocadas pelo sarampo.