Por: Redação / Web Amazônia
13/07/2012 às 10h31 Atualizada em 13/07/2012 às 10h31
O núcleo será uma das quatro unidades-base, que em parceria com outras 25 instituições de pesquisa de todo país, vão produzir projetos de pesquisa, desenvolvimento ou inovação voltados à melhoria da qualidade de vida de pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida.
A rede de tecnologia assistiva faz parte do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Viver sem Limite, lançado em dezembro do ano passado, pelo Governo Federal. Em 2012, estão previstos investimentos na ordem de R$ 20 milhões em créditos não reembolsáveis, além de R$ 90 milhões de uma linha de crédito reembolsável da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).
“Uma das ações do Viver sem Limites diz respeito a acessibilidade. E o foco e a excelência do Nedeta é justamente desenvolver projetos que substituam a tecnologia importada, além de criar produtos que sejam economicamente mais acessíveis para população”, afirmou a coordenadora do Nedeta, Ana Irene de Oliveira.
O trabalho dos núcleos será coordenado pelo Centro Nacional de Referência em Tecnologia Assistiva (CNRTA), alocado no Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), em Campinas (SP). Além do Nedeta no Pará, são considerados núcleos de ponta o trabalho desenvolvido pelas universidades de Brasília (UnB), Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Federal de São João Del Rey (UFSJ).
“É um reconhecimento. O que estamos buscando, fundamentalmente, é transformar o Nedeta em um centro de referência regional em tecnologia assistiva e participar da rede vai ser uma oportunidade significativa para aprimorar ainda mais o trabalho que já é desenvolvido aqui, além de ter mais acesso a recursos para financiamentos de projetos nesta área. É uma rede que ainda está se estruturando, mas que vai trazer muitos benefícios para o avanço das pesquisas em tecnologia assistiva”, afirmou.
Criado em 2005, o Nedeta se propõe a estudar e implementar através da pesquisa novos dispositivos de ajudas técnicas, substituindo a tecnologia importada por tecnologia brasileira e regionalizada, visando a melhoria no processo de (re) habilitação global, contribuindo para a mobilidade, comunicação e a acessibilidade de crianças com deficiências neuromotoras e intelectual. Dentre outros trabalhos que estão sendo desenvolvidos atualmente pelo grupo, estão a roupa biocinética, que vai auxiliar crianças com lesões neuromotoras; vocalizadores digitais; o Software brincando com a leitura, e o Software Desenvolve que trabalha o ensino da leitura e escrita para pessoas com deficiência, sem a utilização do teclado. (Ascom/UEPA)s