ANS suspende venda de 301 planos de saúde a partir de sexta
ANS suspende venda de 301 planos de saúde a partir de sexta
Por: Redação / Web Amazônia
02/10/2012 às 12h49Atualizada em 02/10/2012 às 12h49
MEDIDAS MAIS ENÉRGICAS
Apesar da reincidência nos atrasos por 29 operadoras, o governo pretende esperar o próximo ciclo de avaliações --previsto para dezembro-- para adotar medidas mais duras com os reincidentes.
"O monitoramento não completou 1 ano, vai completar em dezembro. Vamos olhar como as operadoras se comportaram ao longo do ano, aí sim podemos tomar outras medidas", afirmou Maurício Ceschin, diretor-presidente da ANS.
Segundo explicou Ceschin, a agência tem sido "conservadora" nesse momento, em que aprimora os critérios de avaliação. Outras medidas possíveis, disse, são o envio de técnicos da ANS para dentro das operadoras, com o objetivo de avaliar junto com as empresas saídas para as demoras no atendimento.
Ceschin informou que, na verdade, seriam 303 os planos suspensos. Em dois casos, no entanto, liminares na Justiça impediram a agência de divulgar e suspender os planos. O Ministério da Saúde afirmou que vai tentar derrubar essas liminares até sexta-feira.
RECLAMAÇÕES EM ALTA
Dados apresentados pela ANS mostram que as reclamações de usuários contra a demora de atendimento dos planos de saúde subiu entre os três ciclos de avaliação.
De janeiro a março deste ano, foram 2,9 mil reclamações. No trimestre seguinte, foram 4,6 mil e, neste último, foram 10.144 as reclamações registradas pela ANS.
O ministro Alexandre Padilha (Saúde) reforçou a importância da reclamação por parte dos usuários.
"As medidas [tradicionais], sejam multas e intervenção [nas operadoras], podem parecer fortes, mas na prática demoram muito para beneficiar o usuário. Por isso, tomamos essa decisão de uma medida administrativa de suspensão do direito de venda. Mexe no que é bastante sensível para as operadoras: não pode vender mais planos enquanto não garantir um atendimento de qualidade", afirmou o ministro.
O maior número de reclamações foi com relação a atrasos na marcação de consultas, que representam a maior parte dos serviços prestados pelas operadoras. Em 2011, foram realizadas 264 milhões de consultas na saúde suplementar. (FSP)
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