Lei das milícias e do extermínio (12.720): desastre legislativo
Os discípulos ficaram espantados, pensaram no quanto isso poderia manchar suas reputações. Foram orientados para praticar atos ilegais e imorais. Roubar é uma coisa muito errada! A causa é boa, mas o ato é extremamente imoral. No final, todos foram para a cidade, menos um deles. O mestre perguntou:
- Por que você ficou para trás?
O discípulo respondeu:
- Eu não posso seguir as suas instruções para roubar onde ninguém esteja me vendo. Não importa aonde eu vá; sempre estarei olhando para mim mesmo. Meus próprios olhos irão me ver roubando”. O sábio mestre o abraçou e disse: “Eu estava testando a integridade dos meus estudantes e você é o único que passou no teste”.
Recordando conceitos: Ética é a arte de viver bem humanamente (Savater). É o conjunto de princípios e regras que fundamentam as razões (últimas) das nossas decisões cotidianas. Distingue o certo do errado, o bom do mau etc. A Ética, no entanto, está no plano teórico. A moral é que está no plano prático. Moral é o conjunto dos princípios que regem (ou deveriam reger) nossos comportamentos concretos.
O comportamento dos políticos de se apropriarem indevidamente de bens públicos ou privados é, antes de tudo, imoral. Além disso, fere a regra ética que diz: não faça aos outros o que você não quer que façam com você! Mas por que a grande maioria deles faz a mesma coisa? Antes de tudo, por falta de estrutura ética ou firmeza de caráter, que estão na base da exemplaridade (a grande ausente no mundo globalizado e consumista atual).
____________________
*Jurista e cientista criminal. Fundador da Rede de Ensino LFG. Diretor-presidente do Instituto de Pesquisa e Cultura Luiz Flávio Gomes e co-diretor da LivroeNet. Foi Promotor de Justiça (1980 a 1983), Juiz de Direito (1983 a 1998) e Advogado (1999 a 2001). Siga-me no www.professorlfg.com.br.