Por: Redação / Web Amazônia
14/11/2012 às 13h20 Atualizada em 14/11/2012 às 13h20
Os golpistas presos foram indiciados pelos crimes de estelionato, falsificação de documentos públicos e privados, falsidade ideológica, formação de bando ou quadrilha, crimes contra a economia popular e lavagem de dinheiro. Segundo a delegada, 42 contas bancárias de São Paulo identificadas para recebimento dos valores depositados já foram bloqueadas. Durante as prisões dos envolvidos com o bando, a Polícia Civil apreendeu, na casa de um deles, um envelope com 500 cartas prontas para serem enviadas.
Para o juiz Heyder Ferreira, a tentativa de golpe foi um ato de ameaça não aos magistrados, mas ao Estado Democrático de Direito, pelo fato de que os golpistas tinham em mãos os dados bancários e pessoais de juízes. Ele informa que fará uma ocorrência formal para preservar o direito dos juízes do Pará e uma comunicação oficial à presidência da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Amatra) e acionar a entidade sindical nacional que representa a categoria de magistrados.
O delegado-geral, Nilton Atayde, enfatizou que a Polícia Civil do Pará dispõe do Núcleo de Combate à Corrupção e À Lavagem de Dinheiro (NCCLD), cujo objetivo é atuar na repressão a esses tipos de crimes. A partir das investigações feitas, a equipe vai monitorar os acusados, visando identificar bens adquiridos por meio das fraudes para bloqueio na Justiça até comprovação de origem do mesmo. A meta será obter de volta os valores usados pelo bando para tentar reaver o dinheiro adquirido ilegalmente para aquisição do bem.
(Polícia Civil)