Por: Redação / Web Amazônia
17/11/2012 às 22h28 Atualizada em 17/11/2012 às 22h28
A ideia é fazer uma análise, por exemplo, da atuação da etnia Suruí durante a guerrilha. Existem informações sobre a exploração de indígenas do grupo pelos militares e de sacríficos das vítimas. Há ainda relatos sobre a prisão, proibição de caça e tortura.
A Comissão Nacional da Verdade também formalizou ontem a criação de um grupo de trabalho que será responsável por fazer um relatório sobre o desrespeito aos direitos humanos dos índios e de camponeses durante a Guerrilha do Araguaia. De acordo com a Comissão da Verdade, 44 camponeses do interior do Pará foram indenizados e receberam o pedido de desculpas formais do Estado pela Comissão da Anistia por perseguições sofridas.
Nesta sábado (17), Maria Rita Kehlde participou de audiência pública na Câmara de Vereadores de Marabá, para discutir as violações dos direitos de camponeses e indígenas pelo Exército durante a Guerrilha do Araguaia. No domingo (18), ela ouvirá o depoimento de ex-soldados que atuaram no conflito. (ABr)