Atividades de campo capacitam técnicos para o Florestabilidade
Atividades de campo capacitam técnicos para o Florestabilidade
Por: Redação / Web Amazônia
20/11/2012 às 19h55Atualizada em 20/11/2012 às 19h55
Por: Iolanda Lopes*
Técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), permanecem até nesta quarta-feira dentro da Floresta Nacional do Tapajós em Santarém (oeste do Pará), para a primeira aula prática do “ Florestabilidade”. O projeto que visa orientar para o manejo florestal sustentável capacita à equipe que será multiplicadora das informações em campo, junto às comunidades de agricultores familiares e extrativistas.
A derrubada direcionada, planejamento de arraste, arraste, romaneio e o transporte de pátio de estocagem ao pátio principal, são passos que precisam ser seguidos durante a exploração dos recursos madeireiros. Aplicar as técnicas garantem inclusive a vida do manejador, bem como a manutenção da qualidade da produção.
Dentro da Flona, a equipe visualiza o manejo florestal madeireiro de 23 espécies comerciais, como o Ipê e a Maçaranduba. A madeira ainda vendida in natura beneficia a construção civil. A área com mais de 500 mil hectares é trabalhada comunitariamente desde 2006, por cerca de 25 comunidades por meio do Projeto Ambé.
Toda a retirada dos recursos da floresta é realizada com impacto reduzido. A exploração prioriza a manutenção da floresta em pé, sempre respeitando o ciclo regional das espécies, ou seja, a segunda retirada de material na mesma área só acontece de 25 a 30 anos após a primeira colheita.
Em campo os extensionistas também conhecem toda a infraestrutura para a exploração do óleo de andiroba, realizada pela comunidade Santo Antonio, no Projeto de Assentamento Moju (PA), o beneficiamento do produto ainda é artesanal, mas adota novas tecnologias que melhoram na qualidade do produto. A comunidade já transforma a andiroba em shampoo, sabonete, pomadas. A produção é toda comercializada na região.
Visualizar as técnicas de exploração com sustentabilidade será como um aperfeiçoamento do trabalho de assistência técnica e extensão rural que já é desenvolvido pela Emater, em Almeirim (médio Amazonas) dentro de reservas ambientais. Mas, o momento também será de adquirir conhecimentos novos para ajudar as mais de 70 famílias que a empresa atende dentro da Comunidade Extrativista Aramanduba.
Na área, rica em pescado, açaí, castanha do Pará e essências florestais acabam se perdendo os recursos não madeireiros por conta da falta de conhecimento na exploração de óleos, como copaíba e andiroba. “Multiplicar as técnicas de exploração desses recursos não madeireiros junto aos extrativistas vai ajudar inclusive na melhoria da qualidade de vida das famílias”, disse Elinaldo Martins, técnico da Emater.
*Jornalista - Assessora de Imprensa/Emater
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