Alan Marques - 31.jan.06/Folhapress
Ex-deputado Pedro Corrêa, que deve cumprir pena em regime fechadoSegundo a Procuradoria, como presidente do PP na época, ele participou das negociações que levaram ao repasse de pelo menos R$ 3 milhões do valerioduto e ao uso da corretora Bônus Banval para distribuir o dinheiro.O ministro Celso de Mello sugeriu que os ministros discutissem se houve uma "confissão espontânea ainda que parcial" de sua participação no esquema, o que poderia diminuir a pena.O relator e presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, rejeitou a ideia. "Com exceção do Roberto Jefferson, nenhum réu confessou. Todos admitiram o recebimento de somas milionárias, mas deram ao recebimento de outra causa [caixa dois]", disse.Os ministros Luiz Fux e Gilmar Mendes também não reconheceram confissão nos depoimentos dos réus.Celso de Mello disse que foi convencido pelos colegas de que não houve a confissão espontânea.Corrêa admitiu ter recebido apenas R$ 700 mil para ajudar o ex-deputado Ronivon Santiago (AC) a pagar advogados.OUTROS RÉUSAlém de Corrêa, os ministros definiram as penas de outros cinco réus ligados a base aliado do governo.O deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP), condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Valdemar teve a pena fixada em 7 anos e 10 meses de prisão, além de R$ 1,080 milhão em multa.
Carlos Rodrigues, conhecido como Bispo Rodrigues, ex-deputado do PL (atual PR) pelo Rio de Janeiro e ex-líder da bancada evangélica na Câmara, foi condenado a 6 anos e 3 meses de prisão, mais R$ 696 mil de multa pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Para o deputado Pedro Henry (PP-MT), as penas para as condenações por corrupção passiva e lavagem de dinheiro somam 7 anos e 2 meses de prisão, mais R$ 962 mil de multa.
Romeu Queiroz, ex-deputado pelo PTB-MG, também foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, e recebeu a pena de 6 anos e 6 meses de prisão.
Valdemar, Rodrigues, Henry e Queiroz devem cumprir a pena inicialmente em regime semiaberto.
José Borba, deputado pelo PMDB-PR na época do esquema, foi condenado a 2 anos e 3 meses de prisão, mais R$ 390 mil por corrupção passiva. Os ministros ainda definirão se ele será preso em regime semiaberto ou se cumprirá medidas socioeducativas. (FSP)