01/12/2012 às 12h10Atualizada em 01/12/2012 às 12h10
Já Belém figura na lista das cinco capitais brasileiras com a maior incidência de casos de Aids, com o indicador de 40,8 pessoas diagnosticadas com a doença, em cada grupo de cem mil moradores. À frente da capital paraense estão Porto Alegre, com taxa de 95,3; Florianópolis, com 71,6; Manaus, com 48,6; e Rio de Janeiro, com 41. Apesar de figurar nas primeiras posições, Belém também apresentou redução na taxa de novos casos. No fim do ano de 2010, a marca belenense era de 41,7.
Considerando somente os municípios nortistas, a capital do Pará surge na terceira posição, sendo superada pelas taxas registradas em Manaus (48,6) e no município rondoniense de Vilhena (46,2). Ainda aparecem na lista de alta incidência de casos de Aids, os municípios paraenses: Paragominas (34,2), Ananindeua (33,5), Tucuruí (29,3), Castanhal (29), Marituba (27,1), Bragança (27), Benevides (26,5), Redenção (26,1) e Marabá (23). Em todo o País, o recorde foi registrado na cidade gaúcha de Alvorada, com indicador de 97,7 novos registros.
Mortes - Em relação ao número de óbitos relacionados à doença, o Pará já contabilizou 4.700 vítimas, desde 1980. E os números tem se mostrado crescentes ao longo desse período. No fim de 2011, foram registradas 505 mortes, o que corresponde a 16 casos a mais da marca indicada no ano anterior. Nesse período, a taxa de mortes pela doença cresceu de 6,6 para 6,7 a cada cem mil habitantes paraenses. No início da década, essa marca no Estado era de 2,9.
Em todo o País, o número de óbitos notificados nesses 31 anos foi 253.706. Mas ao contrário do Pará, a taxa de mortes decorrentes da doença tem oscilado negativamente ano a ano. No ano passado, a média a cada cem mil, foi mais de um ponto inferior ao registro paraense: 5,6. Já no ano antecedente, o indicador apontou 6,7. No topo dos casos de mortes, aparecem o Rio Grande do Sul (11,1) e Roraima (7,7), enquanto o Rio Grande do Norte, tem o menor registro (2,8).
O boletim ainda revela que dos 13.998 casos de Aids notificados no Estado do Pará, 673 deles foram identificados em crianças com menos de cinco anos de idade, sendo 22 deles notificados ainda nesse ano. No ano passado, foram 42 notificações, que implicou em uma taxa de 5,6, superior a nacional que registrou 5,4. No entanto, a marca paraense é inferior a apontada em 2010, que revelou a média de 6,4, correspondente a 47 casos novos.
Fonte: O Liberal
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.