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Pará vai instalar laboratório de inteligência para combater lavagem de dinheiro

Pará vai instalar laboratório de inteligência para combater lavagem de dinheiro

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
09/12/2012 às 10h48 Atualizada em 09/12/2012 às 10h49

O vice-governador do Estado e secretário Especial de Gestão, Helenilson Pontes, assinou o convênio durante o encontro, presidido pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e pela secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki.

O ministro, que anunciou ações mais enérgicas e uma interação maior entre o governo federal e os Estados nas áreas de fronteira, garantiu a instalação de laboratórios de inteligência em detecção de crimes de lavagem de dinheiro em mais sete Estados. 

No oeste paraense, Óbidos, Almeirim e Oriximiná são os municípios classificados como “lindeiros” - que possuem territórios localizados nas fronteiras do Suriname e Guiana. Por isso, estão automaticamente incluídos nas ações da Enafron. Faro e Alenquer, municípios localizados na chamada “faixa de fronteira”, também recebem ações especiais na área de segurança. 

Recentemente, o governo do Pará conseguiu incluir nesse mapa de ações os municípios de Abaetetuba, no Baixo Tocantins, e São Caetano de Odivelas, no nordeste. Mesmo longe da fronteira, os dois municípios são atingidos por ações de criminalidade iniciadas em países vizinhos, como tráfico de drogas, contrabando, descaminho, tráfico de pessoas e armas.

A secretária Regina Miki fez um balanço das ações da Enafron em 2012, ressaltando que a principal dificuldade dos agentes de segurança ainda é a comunicação por rádio. “Sem essa comunicação não há como garantir a integração de ações entre os Estados de fronteira”, afirmou Regina. A secretária destacou a atuação do governo do Pará e de sua Secretaria de Segurança, que sempre colaboram com as ações planejadas pela Enafron.
Investimentos - Luiz Fernandes Rocha disse que o Pará tem avançado bastante na área de segurança e que os investimentos feitos pelo governo estadual são os maiores dos últimos quatro anos. Segundo ele, R$ 366 milhões deverão ser investidos em ações de inteligência, prevenção, repressão e custódia. A valorização dos servidores da área de segurança também foi ressaltada pelo secretário. A partir de janeiro, informou Luiz Fernandes, estatísticas sobre o trabalho do Pará na área de segurança estarão disponíveis online para todas as forças de segurança do Brasil.
Helenilson Pontes frisou as peculiaridades do Pará, cujo território é maior que a região sudeste do Brasil, o que torna a garantia de segurança uma tarefa árdua. "Não temos municípios nas bordas de fronteira, apenas reservas ambientais e indígenas, por isso não podemos manter efetivos de segurança em postos avançados, facilitando o combate à criminalidade", disse o vice-governador.
Ele disse ainda que, da totalidade do território paraense, 63% pertencem à União, com assentamentos, terras indígenas, áreas ambientais e militares. “Promover a segurança sem invadir a soberania dessas áreas é difícil, mas nem por isso deixamos de realizar ações que garantam não só a segurança do Pará, mas a soberania do Brasil”, afirmou Helenilson Pontes, destacando ainda o empenho do Ministério da Justiça em resolver problemas sérios nas áreas de fronteira, e reiterando a disposição do Pará em colaborar não apenas com a Enafron, mas com qualquer outra ação que ofereça mais segurança à população paraense. (Ag. Pará)
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