Por: Redação / Web Amazônia
15/12/2012 às 10h48 Atualizada em 15/12/2012 às 10h48
Os proprietários das unidades de ensino defendem que o aumento deve estar 2% acima da inflação deste ano e os pais querem que a percentagem fixada não ultrapasse os 6%. Na pré-matrícula das escolas, os valores cobrados são de até 12% maiores que os do ano passado. Quando o reajuste for estabelecido, quem pagou a mais terá direito ao reembolso.
O grupo de trabalho que envolve as partes e ainda a União Nacional dos Estudantes (UNE), o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a seção Pará da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PA) e o Ministério Público do Estado (MPE) vai se reunir, novamente, no dia 11 de janeiro para bater o martelo sobre o assunto. O encontro será na Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh).
A divulgação do índice do Sistema Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) será fundamental para as discussões, como explica o economista do Dieese, Roberto Sena. 'As negociações já estão adiantadas, mas os donos da escola pediram este prazo para verificar qual será o INPC. Como todos os anos têm o reajuste dos professores e o aumento dos custos com a manutenção de laboratórios, eles defendem que o aumento deve ser maior que o da inflação. O índice e as projeções das despesas vão ajudar a embasar a argumentação dos proprietários das escolas. Os pais tentam negociar o reajuste de 6%, referente apenas a reposição as perdas inflacionárias', ele diz.
O presidente da Apaiepa, Hilton Durães, alerta que existe um percentual provisório que foi estipulado em reunião para a cobrança das matrículas. 'Nós autorizamos que as escolas cobrem entre 7% e 9% a mais em relação ao último ano. Pode ser que algumas instituições ultrapassem estes valores. Mas caso o reajuste seja menor, seja de 6% como pleiteamos, o colégio tem que devolver o excedente pago ou abater na mensalidade seguinte', destaca. As novas mensalidades passam a vale a partir do mês de março.
Fonte: Amazônia