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Opinião: Não ao descongelamento da passagem estudantil

Opinião: Não ao descongelamento da passagem estudantil

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
21/12/2012 às 09h43 Atualizada em 21/12/2012 às 09h43
Opinião: Não ao descongelamento da passagem estudantil

Em matéria divulgada no jornal O Estado do Tapajós (edição de 14 de dezembro), afirma que o sindicato de transporte coletivo (SETRANS) ingressou na justiça pleiteando o descongelamento da passagem estudantil. O sindicato alega prejuízos de mais de 4,5 milhões de reais aos empresários por conta do “apadrinhamento” irresponsável que a prefeitura garantiu aos estudantes desde 2008. Em argumentações sustentadas em equívocos, os empresários tentam a todo custo empurrar goela abaixo um reajuste tarifário a população que na prática não acompanhará nenhuma melhora na qualidade do serviço. E aí estudante, você vai deixar isso acontecer?!

A principal característica do serviço ofertado em Santarém são as precárias condições deste - neste ponto em especial, a matéria não dedicou nenhuma linha. Não são poucas as reclamações de estudantes que são diariamente prejudicados pela ineficiência do transporte coletivo.

Hoje o usuário de ônibus arca com grande parte dos custos do serviço, deixando descoberta a responsabilidade do Estado, ao passo que aumenta o ranço empresarial por estimáveis lucros. Santarém é uma cidade em visível expansão urbana, e o transporte público não acompanha esse processo, colocando como pano de fundo a verdadeira necessidade de locomoção da população. Existem vários bairros – principalmente os periféricos - que não são assistidos com linhas de ônibus, e quando o são, o serviço é executado aos trancos e barrancos.

O presidente do sindicato, Washington do Vale, na mesma matéria, afirma que a tarifa cheia esta muito defasada e que cidades de médio porte como Santarém estão praticando tarifas entre R$ 2,50 e R$ 2,75. Uma descabível comparação, haja vista a renda da população santarena não suportaria tal reajuste. Cabe lembrar que quem é usuário de ônibus, como os estudantes, chegam a utilizar do serviço cerca de 4 vezes ao dia. O custo diário é de R$ 2,60, no mês R$ 52,00, sendo em média 2 a 3 estudantes por família. Neste caso o valor saltaria para R$156,00, considerando a hipótese apenas de locomoção de casa para a escola/universidade e vice versa. Logo se percebe que este reajuste é incompatível com a renda do trabalhador de Santarém.

Neste fim de ano, os estudantes devem ficar atentos. Nosso recado é claro, Nenhum recuo em nossos direitos. NÃO a proposta de descongelamento da passagem estudantil! Vamos juntos cerrar fileiras nessa luta!
*Coordenador geral da UES, estudante de ciências econômicas – UFOPA, militantes Juntos! Juventude em Luta!
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