Por: Redação / Web Amazônia
23/12/2012 às 09h39 Atualizada em 23/12/2012 às 09h39
No Colóquio, que discutiu territorialidade, também foram apresentados dados a respeito do processo de licenciamento do empreendimento, que envolveu diversos atores sociais locais, estabelecendo uma forma pioneira de diálogo e co-responsabilidade com as comunidades e mudando a configuração tradicional desse processo. “Juruti tem sido um exemplo para falar de licenciamento ambiental, de política ambiental, realizada com a participação de diversos interlocutores, de partes distintas da comunidade”, relata Lílian.
Resgate – A pesquisa para resgate dos sítios arqueológicos na área do Porto da Alcoa em Juruti se baseou em incursões a campo e na leitura de bibliografia sobre o local. Logo começou o trabalho de resgate dos materiais ali encontrados, como cerâmicas e artefatos de pedra e madeira, que, por serem mais duráveis, resistem à ação do tempo e revelam um pouco sobre a população que viveu às margens do Rio Tapajós, na comunidade hoje conhecida como Terra Preta.
“Retiramos amostras dessa cultura material e enviamos para análise. A partir daí, nossa informação mais antiga diz que há indício de ocupação da área datando de seis mil anos antes de Cristo”, revela Lílian. “Os materiais estavam a cerca de dois metros de profundidade, o que é compatível com o período. Além disso, o solo onde foram encontrados, de terra mais escura e cuja composição química é diferente do solo amazônico, vem sendo estudado no mundo inteiro, pois suas características são atribuídas à ocupação humana.”
Também foram encontrados materiais que indicam nova onda de ocupação por volta do ano 1.200 da Era Cristã. Mais tarde, o passado colonial de Juruti foi expresso em algumas peças do século XVIII, indicando ocupação colonial em Juruti desde 1748, e não apenas em 1818, quando ocorreram as primeiras missões que visavam fiscalizar o Rio Amazonas. “Quando isto aconteceu, já havia uma vila, chamada de Vila Maracaçu, estabelecida no local”, conta Lílian.
Sobre a Alcoa
A Alcoa Alumínio S.A. integra a Alcoa Inc., líder mundial na produção de alumínio primário, alumínio transformado, assim como a maior mineradora de bauxita e refinadora de alumina do mundo. Com atuação em 31 países, a Alcoa Inc. possui 61 mil funcionários e integra pela décima primeira vez consecutiva o Índice Dow Jones de Sustentabilidade. Presente na América Latina e Caribe desde o final da década de 50, a Alcoa conta com cerca de sete mil funcionários na região e possui operações no Brasil, Jamaica e Suriname.
No Brasil a companhia atua em toda a cadeia produtiva do alumínio, desde a mineração da bauxita até aprodução de transformados. A Alcoa possui seis unidades produtivas e três escritórios distribuídos no Maranhão, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Santa Catarina, São Paulo e Distrito Federal. A empresa possui ainda participação acionária em quatro usinas hidrelétricas: Machadinho e Barra Grande na divisa dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul; Serra do Facão em Goiás; e Estreito, entre o Maranhão e Tocantins. Em 2011, a empresa registrou faturamento de R$ 2.5 bilhões no Brasil. No mesmo ano, foi considerada referência em responsabilidade social e ficou entre as 21 empresas-modelo do Guia Exame de Sustentabilidade. Mais informações podem ser encontradas em www.alcoa.com.br.
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