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Às margens da usina de Tucuruí, 12 mil famílias vivem sem energia

Às margens da usina de Tucuruí, 12 mil famílias vivem sem energia

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
07/01/2013 às 10h44 Atualizada em 07/01/2013 às 10h44


As famílias foram indenizadas e realocadas. “Elas viviam perto do rio, que usavam para locomoção e pesca, e foram jogadas a 300 km de distância, onde havia praga de mosquitos. Não quiseram ficar e voltaram”, disse o prefeito Sancler Ferreira (PPS).

Foi o que aconteceu com Assunção. Insatisfeita, resolveu voltar. “Um dos moradores bebeu a água de lá, ficou com muita coceira e morreu. Ninguém quis mais ficar.”

As partes mais altas formaram essas 1.600 ilhas, ocupadas pelos ex-moradores e por novos habitantes. Nenhum possui título de terra, já que a área é da Eletronorte, empresa do governo federal.

Levar eletricidade às ilhas é promessa recorrente em campanhas eleitorais, jamais cumprida até hoje.

Para a promotora Crystina Morikawa, de Tucuruí, a usina ainda acumula passivo ambiental porque foi concebida em um período em que o direito ambiental era pouco desenvolvido e as exigências para licenciar grandes obras eram menores.

Mesmo tendo sido sede de uma das maiores obras do governo militar, Tucuruí ainda carece de infraestrutura.

Além do problema da luz, ruas e rodovias estão esburacadas e sem asfalto. Segundo a prefeitura, não há rede de esgoto na cidade. Dados do Censo 2010 mostram que 28% dos 97 mil moradores de Tucuruí vivem em favelas. (FSP)
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