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Procuradoria acusa Renan de desviar dinheiro e falsificar documentos

Procuradoria acusa Renan de desviar dinheiro e falsificar documentos

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
01/02/2013 às 09h06 Atualizada em 01/02/2013 às 09h06
Procuradoria acusa Renan de desviar dinheiro e falsificar documentos


Na ocasião abriu-se um processo contra o senador no Conselho de Ética no Senado. Renan defendeu-se e afirmou que a pensão da filha era paga do próprio bolso, e apresentou documentos bancários e fiscais que supostamente comprovariam sua versão. Ele afirmou que o dinheiro era de investimentos em gado. Segundo "Época", a denúncia de Gurgel aponta que a versão Renan não é verdadeira e que Renan cometeu muitos crimes.

"Em síntese, apurou-se que Renan Calheiros não possuía recursos disponíveis para custear os pagamentos feitos a Mônica Veloso no período de janeiro de 2004 a dezembro de 2006, e que inseriu e fez inserir em documentos públicos e particulares informações diversas das que deveriam ser escritas sobre seus ganhos com atividade rural, com o fim de alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante, qual seja, sua capacidade financeira". Para piorar: "Além disso, o denunciado utilizou tais documentos ideologicamente falsos perante o Senado Federal para embasar sua defesa apresentada (ao Conselho de Ética)". "Assim agindo", diz Gurgel, "Renan Calheiros praticou os delitos previstos nos artigos 299 (falsidade ideológica) e 304 (uso de documento falso), ambos do Código Penal", diz trecho da denúncia a qual "Época" teve acesso.

A revista afirma ainda que a Procuradoria conseguiu com autorização do STF quebrar o sigilo bancário de Renan e que uma perícia da Polícia Federal apurou nas contas do senador que "os recursos indicados por Renan Calheiros como sacados em dinheiro não poderiam amparar os supostos pagamentos a Mônica Veloso no mesmo período, seja porque não foi mencionada a destinação a Mônica, seja porque os valores destinados ao denunciado não seriam suficientes para suportar os pagamentos". Isto indica que Renan não possuía saldo em conta para pagar a pensão.

No ano de 2009, dos 118 cheques apontados como pagamentos da pensão por Renan, 66 foram destinados a outras pessoas e empresas, e outros 39 tinham como beneficiários o próprio senador, de acordo com "Época". "No verso de alguns destes cheques destinados ao próprio Renan, havia manuscritos que indicam o provável destino do dinheiro, tais como 'mão de obra reforma da casa', 'reforma Barra' e 'folha de pagamento', o que diminui ainda mais sua capacidade de pagamento", diz outro trecho da denúncia. (FSP)
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